segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Baixando o nível...




José Serra não tem vergonha de baixar o nível, faz qualquer coisa para ganhar uma eleição...

Contra a Dilma ele usou o tema do aborto, chamando para seu lado o setores mais retrógrados e conservadores da sociedade. Agora ele usa o tal Kit Gay para atacar o Haddad.


O Brasil é o país que mais assassina homossexuais no mundo. Trazer a tona este tema não é apenas de extremo mal gosto, mas também legitima esse tipo de ato bárbaro.

O mesmo ocorre no caso do aborto ilegal: Quantas mulheres não morrem todos os anos ou sofrem com sequelas de abortos feitos em clínicas ilegais?

Não se trata apenas de um debate teórico de conservadores X liberais, estamos falando de vidas humanas, e José Serra é de uma inconsequência monstruosa ao alimentar esse tipo de intolerância para se beneficiar eleitoralmente.

http://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/2634335/mais-um-recorde-brasileiro-numero-de-assassinatos-de-homossexuais-cresce-31-no-brasil

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

À Balaustrada



Parece que foi ontem que a Poesia, meditando à balaustrada da Ponte das Bandeiras, assustou-se com o buzinaço de um caminhoneiro: “Gostooosa!”, desequilibrou-se e caiu no rio.

         Nunca mais se ouviu falar na delicinha, deve ter sido devorada por Clara Crocodila, a tarada sereia paranaense de lira paulistana na mão. Ou quem sabe não saiu pelas croacas dos afluentes afogados em esgoto, entrada de emergência para ratas da sua laia, baratas, capivaras e grafiteiros do submundo? Quem sabe não escapou e anda a tonta nesta cidade sem memória esperando a sua hora de ser queimada como se fosse gente abandonada? Ou quem sabe não virou cachorra e foi adotada por alguma banda de funk carioca e manquitoleia seu pé quebrado descendo até o chão?

         Parece que foi ontem que a Poesia, desesperada de amor pela Paris do XIX, brincou uns passinhos de equilibrista na balaustrada e despencou-se ponte e madrugada abaixo, sem dar mais bandeira que um bilhetinho lacrimoso de despedida.

         Nunca mais se ouviu falar na moreninha, deve ter se arrependido no meio da queda e subido aos céus sem se molhar a virgem, ou virado, quem sabe?, a Loira do Banheiro? Ou fez-lhe um soneto um fedelho do curso de direito? Ou foi violentada pelo Bandido da Luz Vermelha? Oi foi resgatada por um canoísta do Club Espéria pra morrer de tuberculose sob a fina garoa procurando pra se confessar o pátio do colégio transformado em palácio da canalhada?

         Parece que foi ontem que a Poesia, brincando de amarelinha, foi atropelada por um fusquinha cor-de-bege-quando-setenta na sobrescrita maldita ponte. Nunca mais se ouviu falar na safadinha. Moradora das maloca à beira do rio, deve ter sido árvaro dargum desarnesto. Ou será que é história pra encobrir a tortura seguida de morte no DOI-CODI? Ou será que no banco de trás de uma Brasília amarela engravidou do Pelé, e ele não reconheceu Crônica, a filha? Quem sabe não está por aí, malucuquinha beleza, no Sesc Pompeia perdida no tempo em que ainda tinha acento, viva vivinha esperando Zé Celso lhe convidar pra posar nua nuinha num calendário de oficina?


         Quem sabe? Parece que foi ontem que a cidade-dragão ainda cuspia sangue de Poesia até nas esquinas mais óbvias, até no posto Esso da Ipiranga, no posto Shell da São João. Parece que foi ontem, e nunca mais se ouviu falar nela.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Educação...

Pastando em São Paulo, encontrei este apelo... Notem porém que, apesar do pedido ser feito com toda educação, a parede está molhada...


domingo, 4 de dezembro de 2011

Derrubaram a casa do lado da Casa das Rosas

Foto: Paulo D'Auria

Derrubaram a casa do lado da Casa das Rosas,
a casa prosa
onde funcionava a Porto Seguro.
E ninguém chora, ninguém ora
ninguém nem... Oras bolas!

Você vem me dizer que não se chora por casas
em uma cidade onde crianças dormem nas ruas,
mas, pra mim, é tudo parte de um mesmo todo,
da mesma cobra que morde o próprio rabo.

Em São Paulo é a cobra que mostra o pau.
São Paulo rata, ROTA, arrota na rua!

Derrubaram a casa do lado da Casa das Rosas,
a casa prosa...
Mas num era um porto-seguro?

Em São Paulo nenhum passado está seguro.
São Paulo adula a falta de cultura,
São Paulo adora a fartura.
São Paulo é a cobra que morde o próprio rabo.

domingo, 20 de novembro de 2011

Balada Libertária: Geni Guimarães, Sérgio Vaz e Miró


Balada Libertária:
Sérgio Vaz, Miró, Geni Guimarães e Marcelino Freire


Miró:

"Minha mãe sempre quis que eu escrevesse um poema sobre Deus.
Um dia, liguei pra ela:
- Mãe, fiz um poema sobre Deus!
- Me diz.
- "Deus é grande / e o diabo tem um metro e oitenta"

Uma vez ligaram pra ela:
- Seu filho tá famoso, saiu na Globo. Ela tá bem?
- Bem nada, ele tá liso!

O Ignácio de Loyola me disse:
- Quer viver bem em São Paulo?
- Quero.
- Então não olha na cara de ninguém!

Eu escrevo sobre o que vejo. "


Geni Guimarães:

"Eu comecei lendo jornal.

Ou eu taco um poema na cara da pessoa, ou eu taco a mão.
Escrevi um livro como resposta. Já fiz muita coisa
por vingança.

No meu tempo era primário, hoje é ensino fundamental.
Inventam palavras novas e bonitas pra não dizer que o ensino hoje
é muito pior que na nossa época.

Segundo os médicos e psicólogos, foi a minha literatura que matou
o meu marido.

Demorei para voltar a escrever porque tinha medo de estar
matando ele novamente."


Sérgio Vaz:

"Sou poeta por covardia. Sou da Zona Sul na época em que chegaram a
morrer 52 pessoas assassinadas em um fim de semana. Como não tenho
coragem de matar alguém, escrevo poesia.

A dívida que esse país tem com a gente e não paga, eu cobro.

A eternidade sempre me pareceu coisa de gente que
tem preguiça de viver.

- O que que vai ter aqui?
- Teatro.
- O teato vem aqui?
- Vem.
- Então espera aí que eu vou buscar minha mulher e volto.
Ele voltou com a mulher e sentou no cantinho.
Durante a peça, a mulher ria aquele riso represado por anos, enquanto ele ficava
meio que rindo como quem tomou um rabo-de-galo.
Em momento assim, sinto que vale a pena. Aquele casal talvez
nunca tivesse a chance de ir a um teatro se não fosse a gente."

A Balada Libertária e A Exumação da Vanguarda Paulista

Sarau do Esquisito na Praça Benedito Calixto


Sim, eu sei, sou o primeiro a dizer, já perdi amigos por insistir:
São Paulo é um saco!
Não troco esta cidade por nada! — Você responde.
— Tô trocando até por figurinha repetida...
— São tantas opções culturais! — Você insiste.
— Nas quais a gente não vai...
— Porque não quer!
— Porque não quero pagar flanelinha, pegar trânsito, ter a carteira batida, comprar ingresso falso de cambista, pagar mais do que a comida vale, ouvir conversa de gente metida na fila...
— Você é que é um saco! — Você desiste.
— Sou, confesso, um saco, chato e velho... E show da Britney Spears não é opção cultural…
Mas me rendo à única cidade do mundo onde a Balada Lietrária poderia acontecer. A Balada Liertária sim é opção cultural: A programação é tão intensa que não consigo acompanhar tudo, a ranzinzice de meu corpo não permite, mas é impossível se arrepender de qualquer programa escolhido.
Depois de enterrar a Amy, (vide crônica anterior) ontem tive o prazer de comparecer à cerimônia de exumação da Vanguarda Paulistana.
13:00, indo para o excelente Sarau do Esquisito, de Pernambuco, na Praça Benedito Calixto, descubro que o Lira Paulistana virou x-salada... A cidade não para.
22:00, sob às benção da Rainha Elizabete em um taiuller rosa que mataria a falecida Roseane Collor de inveja, André Sant’Anna, Helô Ribeiro e Vanessa Bugmany, sobem ao palco da Casa das Rosas para uma viagem litero-musical digna dos melhores momentos de Arrigo Barnabé.
Marcelo Mirisola, a Família Real Britânica, Brian Jones, os Três Porquinhos e o Lobo Mau no lugar do Coroa no Maverick de Acapulco Drive-in, do Moleque Bêbado de Diversões Eletrônicas, do Office Boy Durango.
Claro, a viagem de Arrigo era muito mais musical, a viagem de André é muito mais literária, mas o que importa é o resultado: pedras rolando com inteligência.
Hoje também chorei — de rir — quando André leu a carta de um menininho explicando porque Deus o ama e à sua irmãzinha que comem carne, e porque não ama a vaca que lhes dá sustento.

Pernambucanos, cariocas, mineiros, paulistas, tudo junto e misturado no liquidificador da lanchonete que funciona o nº 1091 da Teodoro Sampaio. É a Balada Libertária.

André Sant'Anna, Helô Ribeiro, Vanessa Bugmany, a banda "Sons e Furyas" na Casa das Rosas

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Enterrei Amy Winehouse na Doutor Virgílio de Carvalho Pinto


Obra de Vera Fraga Leslie


Centro Cultural O B_Arco, quinta-feira, 17/11/2011, fui no lançamento do livro “Santos de Vento”, de minha amiga Celina Castro dentro da programação oficial da Balada Cultural.

Na mesma hora e no mesmo lugar: Miró, Marcelino Freyre, Arrigo Barnabé, Laerte e Cida Moreira. E, de brinde, uma exposição bacanésima da artista plástica Vera Fraga Leslie. Era de se esperar que algo mágico estivesse para acontecer. Momentos raros em que deixo de amaldiçoar essa bendita cidade que me pariu para reverenciar a maldita.

Tudo lindo mas dentro dos conformes até que a Cida Moreira senta-se ao piano. Reouvir os versos do sempre bom e jovem Gonzaguinha, “Com tempo ruim todo mundo também dá bom-dia” na voz e técnica perfeita de Cida, já valeria a noite. Mas ela guardava o melhor pro final.

Quando rasgou no ar “He left no time to regret” (ele não me deu tempo para me lamentar), comecei a chorar. Depois de quatro meses de sua morte, pela primeira vez chorei por Amy.

Eu era ainda um adolescente quando chorei pela morte de alguns de meus artistas preferidos: Lennon, Elis, Gonzaguinha. “I died a hundred times” (eu morri uma centena de vezes). Muitos outros tão geniais quanto estes ou Amy partiram ao longo dos anos, mas nunca mais chorei por eles. “We only said goodbye with word”s (apenas dissemos adeus com palavras)

Mas na quinta-feira, 17/11/2011, 21H45M, na Doutor Virgílio de Carvalho Pinto, debaixo da escadaria da Teodoro Sampaio, enterrei Amy Winehouse e chorei.

Cida Moreira repetia e repetia “I go back to black, black, black...” E eu chorava por Amy.

And life is like a pipe and I'm a tiny penny rolling up the walls inside
a vida é um cano e eu sou uma moeda rolando dentro das paredes
a vida é um sopro e eu sou o canto que vem de algum lugar detrás das paredes
eu sou o vento preso nos cantos das paredes
a vida é um jogo e eu a moeda rolando em cima da mesa
a vida é vento, eu a fumaça do cachimbo rolando e rolando e rolando...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prefeito bomba


Eu já tô de saco cheio do Kassab! Afinal, ontem o shopping ia explodir, hoje não vai mais?
De todas as bizarrices políticas que o paulistano já produziu (Jânio, Maluf, Pitta etc) esse Kassab é o mais exibido. Não perde uma chance de aparecer na mídia.
Já teve a Lei Cidade Facista, digo Limpa, que o paulistano a-do-rou! Queria ver o Kassab mandando tirar os luminosos da Times Square ou de Tóquio. Só o paulistano mesmo pra aprovar uma lei estúpida como esta.
Já teve a Lei Cidade Despoluída. Ah, não! Claro que não, a cidade continua com o mesmo ar irrespirável de sempre, mas o motorista tá pagando 50 reais pro tal do Controlar fazer não sei o quê.
Teve a Lei é Proibido Fumar. Dessa não gosto nem de falar, pois é unanimidade. Todo paulistano, do mais malufista ao mais moderninho, dão uivinhos de alegria e aprovação. Já dizia Nelsão Rodigues, “Toda unanimidade é burra”. Pra mim não passa da Lei Cidade Facista II.
Proibir, meus amigos, é fácil. Qualquer um proíbe qualquer um de fazer qualquer coisa. E depois manda a fiscalização arrecadar as multas. O duro é botar político pra trabalhar. Fazer alguma coisa de realmente útil para esta cidade.
Se fizessem uma lei que obrigasse o político a gastar metade do tempo que gasta pensando em como fazer para aparecer, trabalhando. Aí sim esse país saia do buraco!
Por que o Kassab não proíbe os ladrões de roubar, os assassinos de matar e os sequestradores de sequestrar?
Até proibir os feirantes de gritar “Moça bonita não paga, mas também não leva!” essa político-oportunista-tipicamente-paulistano já proibiu.
Agora inventou essa história do shopping pra aparecer.
Ia explodir, não vai mais. Fecha-abre-fecha.
E agora? Se explodir de verdade, o cara foi omisso ao permitir a reabertura. Se não explodir fica provado que era só show de marketing.
Show de marketing pago com o prejuízo dos lojistas. A Americanas, a C&A, o Cinemark que se danem! Mas e o dono do quiosque de pastel, e a tia do quiosque de café, o joão do quiosque de jornais? Quem paga o prejuízo deles com a queda de movimento que vão amargar depois de toda essa exposição negativa?
Quem sabia das coisas era o Pelé, que dizia que o brasileiro não sabia votar...
Pena que não fazem mais aquelas cédulas de papel, onde a gente escrevia o que queria...
Mané por mané, nas próximas eleições eu votava no Pelé!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Coisa de Paulista...
















Noticia publicada hoje pela Folha.Com... No coments...
Câmara de SP aprova criação do Dia do Orgulho Heterossexual
JOSÉ BENEDITO DA SILVA - DE SÃO PAULO

A Câmara de São Paulo aprovou nesta terça-feira projeto de lei do vereador Carlos Apolinario (DEM) que cria o Dia do Orgulho Heterossexual, a ser comemorado no terceiro domingo de dezembro.
Segundo Apolinario, que é ligado a igrejas evangélicas, a data tem o objetivo de "conscientizar e estimular a população a resguardar a moral e os bons costumes".
Apolinario apresentou o projeto em 2005, mas, desde então, só havia conseguido aprová-lo em primeira votação, em 2007. Ele voltou a tentar a aprovação antes da Parada Gay deste ano, em junho, mas não conseguiu.
Para que a data entre no calendário oficial do município é preciso que ela seja sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD).
Não houve votação nominal --dos 39 vereadores presentes, 18 se manifestaram contra o projeto: os 11 do PT, os dois do PCdoB, Claudio Fonseca (PDT), Claudio Prado (PPS), Gilberto Natalini (sem partido), Juscelino Gadelha (sem partido), Eliseu Gabriel (PSB) e o líder de Kassab, Roberto Tripoli (PV).

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Levantando e abaixando cancelas

São Paulo, 25/05/2011, 18h:45m.
Vindo pela Marginal Tietê sentido oeste-leste, pouco antes da Ponte do Piqueri deparo-me com um grande painel luminoso com as letras CET acesas, bem ao estilo George Orwell.
Ainda estou tentando atinar com o sentido dessa propaganda estatal despropositada quando, desavisadamente, tento entrar na Ponte do Piqueri... Bobinho que sou, havia me esquecido que essa mesma CET, também conhecida como Companhia de Emburrecimento do Tráfego, fecha a alça da acesso dessa ponte todos os dias das 17:00h às 20:00h.
Resultado: um trânsito infernal nas ruas adjacentes por onde os motoristas são obrigados a desviar.
Pensando que talvez faça melhor negócio, sigo até a Ponte da Freguesia, mas, como era de se esperar, não sou o único a pensar assim. A Marginal para a pelo menos 500 metros da ponte, e, na alça de acesso então, a confusão e o pega-pra-capar é total.
O único agente do CET no local não tira os olhos de seu caderninho, preocupado em não deixar escapar uma multa de rodízio que seja...
Não tem jeito, se você é morador de Pirituba ou da Freguesia do Ó como eu, e chega em casa no horário do rush, parece que vai continuar à mercê das boas ideias da CET por muito tempo... A Marginal acabou de ser ampliada, às pressas é claro, pra tentar eleger o Serra presidente, mas ninguém pensou que esses dois bairros cresceram enormemente nos últimos 30 anos e que essas duas pontes apenas não comportam mais o afluxo de carros?
Por que novas pontes só são feitas em bairros de maior visibilidade, por acaso o trânsito da cidade é um problema político-eleitoreiro?
Por que essa malfadada "zona noroeste" que sequer existe no mapa da cidade amarga três décadas de crescimento sem investimento público que lhe sustente?
Basta um prefeito minimamente inteligente abrir um mapa e perceber que se temos Av. Raimundo Pereira de Magalhães dos dois lados do rio, talvez fosse o caso de ter uma ponte que ligasse essas duas pontas soltas.
Se temos Av. Santa Marina dos dois lados do rio, idem.
Subir e descer cancelas nas duas pontes existentes desde os anos 60, quando nenhum dos dois bairros servidos por ela tinha um prédio de apartamentos, não vai resolver nossos problemas!

PS.: Saindo de férias, vou pastar noutras bandas, só volto a pastar por aqui em meados de julho.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Nazista or not nazista?

Procuro evitar a palavra "nazista" ao tratar do sem-fim de proibições que a administração Bilgerto Kassado vem impondo à cidade.

Isso porque a palavra tem um peso histórico e ideologico muito grande e mexe com sentimentos ainda à flor-da-pele para grande parte da população que imigrou para a cidade no pós-guerra.

Então, vou chamando esse senhor e seu mentor/inventor e má-drinho Seu Zé Erra, de conservadores, ditadores etc e tais.

Desta vez, no entanto, diante de mais uma destas absurdas proibições que fazem São Paulo andar na contramão de todas as grandes cidades do mundo, alguém usou a palavra "nazista", e não fui, mas sim o jurista Luíz Flávio Gomes.

Deu no UOL:

Prefeitura expulsa artistas de rua da av. Paulista; para jurista, proibição é "ato nazista"
por Diego Salmen do UOL Notícias

"Avenida mais famosa da cidade de São Paulo, a Paulista é conhecida por ser o centro financeiro da capital, e também por ser um tradicional reduto de artistas de rua. Esse cenário, porém, vem mudando. Enquanto os prédios de empresas e bancos permanecem na paisagem, a classe artística vem minguando no local com a chegada da Operação Delegada, iniciada em dezembro do ano passado pela Polícia Militar, após a assinatura de um convênio com a prefeitura paulistana e o governo do Estado.

Estátuas vivas, palhaços, saxofonistas, guitarristas e malabaristas: todos eles agora estão sujeitos à ação policial, cujo objetivo principal é coibir e enquadrar o comércio ambulante ilegal nas principais vias do município. Para o jurista Luiz Flávio Gomes, a ação é um "ato nazista". "A atividade deles é lícita. Expressão artística você pode fazer quando quiser. Eles serem proibidos é uma ilegalidade, um abuso patente", diz. "Se houver prisão então é crime: abuso de autoridade", afirma.
O UOL Notícias caminhou pela avenida durante uma hora na última sexta-feira (19), e não encontrou nenhum dos artistas de rua no trecho mais movimentado da via, entre as estações Consolação e Brigadeiro do metrô.

A prefeitura alega que, ao cobrarem por suas performances, os artistas exercem atividade comercial e, portanto, precisam de autorização específica para trabalhar. "Não tem autorização, não fica", disse um policial ouvido pela reportagem.
Gomes afirma que a atividade não é comercial. "É uma atividade que gera remuneração livre das pessoas que decidem se vão doar ou não", argumenta. "É uma mera doação, e doação para serviço não é atividade comercial."
Para reforçar a Operação Delegada, a polícia conta com a ajuda de policiais de folga. Se o PM interessado for praça, recebe R$ 12,33 por hora trabalhada na operação; se for oficial, a remuneração extra é de R$ 16,45 por hora. Antes, apenas guardas civis metropolitanos podiam realizar esse tipo de fiscalização.
Proibição do skate
Em 1988, o então prefeito Jânio Quadros proibiu, por decreto, a prática do skate no Parque do Ibirapuera. Depois de alguns meses, a medida foi revogada e hoje o esporte é um dos mais praticados no país. Neste ano, uma proposta do vereador Adolfo Quintas (PSDB) para proibir skates em calçadas também chegou a ser debatida na Câmara Municipal
População critica
Cidadãos ouvidos pelo UOL Notícias criticaram a medida. "Deixa os caras trabalharem, eles animam a cidade", disse o segurança Rogério Alexandre.
"A arte sempre tem que ter lugar, misturada com a cidade", afirmou o publicitário Lucas Lamenha. "É um jeito do povo ganhar a vida", concordou Stephanie de Souza, analista de atendimento.
"Isso só prejudica os caras, eles querem trabalhar", afirmou o gari Edson da Silva. "Não tem do que reclamar dos artistas. Eles não atrapalham ninguém e, na verdade, estão trabalhando", disse o Jerônimo dos Reis, jornaleiro de uma banca em frente ao Parque Trianon. "Não tem nada a ver. Isso aqui é a av. Paulista, tem que deixar eles trabalharem", finalizou a comerciante Julia Delácio.
Proibições na capital
Durante a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM), diversas restrições e proibições começaram a vigorar nas ruas da capital paulista. Entre elas a proposta de retirada de bancas de jornal no centro e os gritos em feiras livres. No trânsito, foi proibida a circulação de caminhões na marginal Tietê e o tráfego de motos na avenida 23 de Maio."

É uma pena que tenhamos um prefeito com uma visão tão pequena sobre o que é administrar uma metropóle. Esses artistas de rua são o espírito de cidades cosmopolitas ao redor do mundo.
Barcelona reserva uma grande avenida só para eles, são as famosas "Las Ramblas" que atraem turistas de todo o mundo.
Em Paris, temos os músicos nos metrôs e estátuas vivas em todos os pontos turísticos.
E não é diferente em Nova York, Londres, etc.

Enquanto isso em São Bento da Barreirinha...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Aí, sim!

Eu já sabia que o Serra ia dizer que "isso não tem nada a ver" e deixar o caso esfriar sem investigar nada; não porque sou adivinhão, mas porque essa é a prática comum nos governos do PSDB... E, claro. distorcer a notícia e dar um jeito de dizer que "isso é coisa do PT"...
Pois a Folha.com acaba de publicar:

"Serra diz que governo de SP não precisa ser investigado por licitação do metrô
FÁBIO GUIBU
DE RECIFE
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta quarta-feira (27), em Recife (PE), que a gestão estadual não precisa ser investigada no caso da licitação para a escolha das empresas que construirão lotes remanescentes da linha 5 do metrô de São Paulo.
"Não [precisa investigar a gestão], porque não teve nada", disse ele, acusando em seguida o governo federal de cometer irregularidades nas licitações de sua responsabilidade..."

Para ler a notícia completa, siga o link:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/821147-serra-diz-que-governo-de-sp-nao-precisa-ser-investigado-por-licitacao-do-metro.shtml

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Candidato a santo precisa se explicar

O candidato a santo José Serra vai ter que se explicar. Vejam mais uma irregularidade de sua gestão noticiada hoje pela Folha:

Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes
RICARDO FELTRIN
DE SÃO PAULO

A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.
O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.
A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB)...

Leiam a reportagem completa aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/820054-resultado-de-licitacao-do-metro-de-sao-paulo-ja-era-conhecido-seis-meses-antes.shtml

É claro que mais uma vez o Supra-supremo candidato a Buda, santo e príncipe das Ilhas Canárias vai dizer que esta é uma reportagem eleitoreira, que é um absurdo e que ele não tem nada a ver com isso... Enfim: ACREDITE (nele) SE QUISER...

domingo, 26 de setembro de 2010

Quércia, Alckimin, o PCC e o Metrô

Não é de hoje que o Metrô de São Paulo anda para trás.
Já nos tempos de Orestes Quércia gastou-se uma fortuna para construir a Linha Paulista (até hoje essa linha é a mais cara já construída no mundo!), que foi inaugurada eleitoreiramente às pressas e cheia de problemas técnicos que demoraram anos para serem solucionados.

Mais recentemente, durante o governo Alckmin, tivemos a tragédia da Linha 4, a cratera que se abriu e levou consigo 6 vidas. A causa mais provável: escolheu-se usar explosivos em um terreno instável ao invés de se usar o Tatuzão, porque este encareceria a obra...

Agora, a pane inexplicável de quinta-feira.

Por que esse grupo de amigos (pela ordem: Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Alckmin e Serra) que divide o poder em São Paulo desde 1900 e lá vai bolinhas, não admite sua total incopentência na gestão do estado ao invés de vir com ridículas insinuações de sabotagem eleitoral?

Na época dos ataques do PCC, o Alckimim, também veio falar em motivação eleitoral. Falou (e não provou) sobre uma suposta ligação do PT com a facção criminosa.

Na minha cabeça limitada de burrico pastador, alguém que governava o estado quando ocorreram dois dos fatos mais graves da história de São Paulo (os ataques do PCC e a tragédia da linha 4) deveria ser lembrado como o governador mais mediano e medíocre que São Paulo já teve.

Ao invés disso lidera as pesquisas com uma vantagem espetacular!

É por isso que este blog se chama Pastando em São Paulo, porque sou burro demais e não entendo o que se passa na cabeça do povo desta cidade e deste estado

domingo, 12 de setembro de 2010

Tá doente? Azar o seu!!!

Vamos falar a verdade, os hospitais publicos nunca foram nenhuma maravilha no Brasil. Nem no tempo do ministro da saúde José Serra nem em tempos de Lula. Há muito tempo que quem fica doente e não tem plano de saúde é maltratado nos corredores dos hospitais públicos.

Agora, vejam o que vem acontecendo em São Paulo por mera desavença política:
(BOL Notícias)

"São Paulo boicota vitrines federais na saúde
RICARDO WESTIN
DE SÃO PAULO

O governo de São Paulo ignora o Samu (ambulâncias de resgate) e as UPAs (prontos-socorros 24 horas), as principais "vitrines" do governo Lula na saúde.

Ao contrário do que ocorre na maior parte do país, as cidades paulistas não recebem dinheiro estadual para colocar e manter os dois programas em funcionamento. São financiados só com verbas federais e municipais.

(...) O sanitarista Nelson Rodrigues dos Santos, diretor do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, critica a influência dos partidos na saúde.

"Há uma possibilidade muito grande [de ser decisão política] porque São Paulo é governado pela oposição. Isso ocorre em todo o país e nos dois lados [oposição e situação]. Mostra o atraso da nossa política.
"

Enquanto isso o burrico aqui segue pastando...

Para ler a notícia toda acesse o endereço:
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2010/09/12/sao-paulo-boicota-vitrines-federais-na-saude.jhtm

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Queimadas

Duas fotos da queimada que devastou a mata às margens da Rodovia dos Bandeirantes dentro da zona metropolitana de São Paulo, ontem, 25/08:



As queimadas que têm devastados grandes áreas rurais do Brasil são muitas vezes consequências de uma mentalidade atrasada de um tipo de agricultor que vê na queimada uma maneira mais fácil e rápida de preparar suas terras para um novo plantio.
Mas como explicar essas queimadas dentro de nossa cidade, na Reserva do Jaraguá, na Serra da Cantareira, às margens de rodovias?
Ao que me consta, árvores não têm a capacidade da autocombustão. Esses incêndios são causados por pessoas estúpidas que jogam suas bitucas de cigarro no mato, que soltam balões ou que simplesmente botam fogo no mato em nome de prazer doentio de ver as chamas arderem.
Será que essas pessoas não leem jornal, não veem TV, não sabem das condições críticas do ar de São Paulo? Não veem que estão agravando estas condições e contribuindo para agravar os problemas respiratórios de crianças e idosos?
Isso sem falar nos óbvios danos ambientais.
...Sem comentários.

sábado, 21 de agosto de 2010

Velhos problemas...

Enchentes
Manchete do caderno "Metrópole" do jornal O Estado de São Paulo deste sábado dia 21/08:
"Prefeitura usa verba antienchente para acelerar viaduto estaiado do Tatuapé"
A reportagem de Diego Zanchetta informa que a prefeitura de SP usa recursos que iriam para a canalização de córregos e a construção de piscinões para erguer o viaduto. E mais, o valor inicial do viaduto que era de 29 milhões de reais já está em 76,7 milhões!
Por enquanto, estiagem, tudo bem... Mas e quando janeiro chegar? A população vai pagar o pato mais uma vez!

Pedágios
Alckimin disse que vai rever todos os contratos com as concessionárias das rodovias de SP para verificar se os valores cobrados nos pedágios são "favoráveis ao Estado". Não, Ackimin, os valores não têm de ser favoráveis ao Estado, eles têm de ser favoráveis à população!!!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Assim lá como cá

Caro leitor, compare duas notícias publicadas no mesmo dia pelo Estado de São Paulo:


1ª) "Maior ciclovia de SP não saiu do papel, obras de pista de 15 km prometida em 2007 pela prefeitura não começaram; pelo menos outras sete vias exclusivas estão atrasadas..."

2ª) do "L'Exprees", "Paris quer se tornar paraíso dos ciclistas, três anos depois de lançar programa de aluguel de bicicletas, centenas de quilômetros de ciclovias estão sendo criados e ciclistas estão conquistando novos direitos."


E eu aqui pastando, pastando...


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

3 em 1

Nossos primeiros vereadores :
Não podia mesmo terminar em coisa boa. Na reportagem especial sobre os 450 anos da Câmara Municipal de SP, o jornal O Estado de São Paulo destaca alguns de nossos primeiros ilustres vereadores:
João Ramalho, aventureiro português que se casou com Bartira, filha do cacique Tibiriçá. Foi um dos primeiros europeus a caçar, aprisionar e vender índios como escravos; uma espécie de inventor do bandeirantismo.
Antonio Raposo Tavares, bandeirante, escravizou milhares de índios e ajudou na expulsão dos jesuítas espanhóis do sul. Considerado um herói nacional por assim ampliar as fronteiras brasileiras, não estava nem aí para o Brasil, a expulsão dos jesuítas espanhóis na verdade era um negócio da China, uma vez que os jesuítas eram contra a escravização dos índios e, destruindo suas missões, os bandeirantes se livravam desse entrave e ao mesmo tempo apresavam milhares de índios já cristianizados
Fernão Dias, outro notável bandeirante caçador de índios. Este pelo menos teve um fim irônico, morreu de febre amarela pensando ter encontrado esmeraldas às margens do Rio das Velhas, mas suas esmeraldas não passavam de meras turmalinas.



Ficha Limpérrima:
Tá certo que a ficha da maioria dos candidatos não é lá essas coisas, tanto que com base na Lei da Ficha Limpa a Procuradoria Regional Eleitoral está de olho em nada menos que 77% dos candidatos de São Paulo.
Isso tudo porque a lei que garante imunidade aos políticos eleitos é uma mãe para toda sorte de bandidos que ingressem na carreira política.
Mas daí a Maulo Paluf afirmar que ninguém tem a ficha mais limpa que a dele no estado...

Proibição dos caminhões
Eu sempre disse que assim que o Rouboanel, ops, Rodoanel ficasse pronto, os caminhões deviam parar de circular nas marginais. O problema da atual proibição mais uma vez é a maneira como vem sendo conduzida: com arrogância, prepotência e total desconhecimento dos problemas da cidade.
Ao se proibir o trânsito de caminhões apenas na Marginal Pinheiros, dá-se uma forcinha extra para as transportadoras instaladas em áreas residências às margens da Marginal Tietê, degradando e desvalorizando tais bairros.
Por que, antes da proibição arbitrária, não se transfere primeiro as transportadoras para às margens do Rodoanel? Transportadoras devidamente transferidas, os grandes caminhões deixariam lá suas cargas que seriam divididas em veículos menores para entregas na cidade.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Candidato é o que não falta!


Pastando, pastando acabo de descobrir que o candidato ao governo que esteve no poder por 12 anos consecutivos no estado (6 como vice e 6 como governador), lidera as pesquisas de opinião com quase 30 pontos de vantagem sobre o segundo colocado.
Nada mal para quem tem entre seus maiores feitos no governo o desabamento do Metrô Pinheiros e um fortalecimento tal do PCC que culminou nos ataques que semearam terror em 2006.

O que não entendo é essa eterna dualidade PT X PSDB. É claro que o paulista historicamente anti-PT está mandando seu recado pro Lula. Não quer votar no Mercadante, não vota, mas não precisa entregar São Paulo de bandeja pra alguém que já assinou seu atestado de incopentência nos sofríveis anos em que comandou nosso estado.

Gente, candidato é o que não falta! Sem querer fazer campanha pelo canditado oficial deste Blog, o Burrinho Legal, temos ainda Anaí Caproni pelo PCO, Celso Russomano pelo PP, Fábio Feldmann pelo PV, Igor Grabois pelo PCB, Mancha pelo PSTU, Paulo Búfalo pelo PSOL e Skaf pelo PSB.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Árvores mortas na Marginal Tietê

A nova marginal tá parecendo um cemitério de árvores, são mudas e mudas de árvores mortas pra todo lado que a gente olha!
A propaganda oficial só diz que foram plantadas milhares de árvores, o maior programa de compensação ambiental etc e tal.
Agora, a gente ainda querer que as pobres arvorezinhas brotem, aí também, a gente já está pedindo demais, né não?!



sexta-feira, 16 de julho de 2010

Saudades da cidade suja...


Carreta quebrada na Dutra, um trânsito danado nas redondezas do aeroporto, e Gisele Bündchen bela e faceira aquecendo a tarde fria.

É claro, estou em outro município, Guarulhos... Que por aqui a Lei Cidade Limpa não permitiria uma pouca vergonha dessa!

Ai, ai, bateu uma saudades dos tempos em que a Hope mantinha um outdoor permanente no Minhocão.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Pirituba 2014!

Diante do imbróglio Fifa/CBF/Morumbi/Pirituba, o prefeito mandou avisar: “Se não der pra fazer a Copa em São Paulo, paciência...” K-sabe garante que não financia a obra em Pirituba de jeito nenhum. Pobre da cidade cujo prefeito vira as costas para um evento do porte de uma Copa do Mundo. Tá certo que paciência é um dom natural do paulistano, que ontem ficou preso por horas em 207 quilômetros de congestionamento para não ir a lugar algum. Mas abdicar da abertura de Copa do Mundo, - um evento que daria visibilidade internacional para a cidade, que traria turistas, investimentos públicos e privados sem precedentes, etc, - é de uma tacanhez política desmedida... é torcer para que o homem mude de ideia... senão, paciência!

sábado, 20 de março de 2010

Banquete dos urubus



Sábado, 20/03 - Rio Tietê entre as pontes do Piqueri e Freguesia do Ó

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Albergues

É difícil ser paulistano. É difícil acordar paulistano, ler notícias como a reproduzida abaixo e olhar nos olhos de meus concidadãos. É difícil saber que o paulistano aprova todas essas medidas xenofóbicas. Afinal, um político nada mais é que o retrato da sociedade que o elegeu.

Prefeitura de São Paulo fecha albergues para sem-teto
AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo pretende encerrar, neste ano, os serviços de mais dois albergues para sem-teto: o República Condomínio AEB, com 85 vagas, e o Pedroso, com cerca de 400. O centro de São Paulo e bairros próximos já perderam, em dois anos, quase 700 leitos em albergues municipais. A medida eleva a conta para mais de mil vagas extintas.

As consequências dessas medidas são vias e praças ocupadas por uma massa cada vez maior de moradores de rua. Segundo estimativa da Associação Viva o Centro, são 2 mil na região. "E o número tem aumentado com o fechamento dos albergues", afirma o superintendente da instituição, Marco de Almeida.

Ele diz que essa população cresceu na Avenida Duque de Caxias, na Praça da República e no Largo do Arouche. O Movimento Nacional da População de Rua estima que 15 mil pessoas vivam nas vias da capital (quase 5 mil a mais que há sete anos).

Desde 2008, a Prefeitura desativou dois albergues no centro: o Jacareí (antigo Cirineu), com quase 400 vagas, e o Glicério (conhecido como São Francisco), com 300 leitos, segundo a Secretaria de Assistência Social (Seads). "Mas chegamos a abrigar mais de 700 pessoas", relata frei José Santos, que administrava o Albergue do Glicério. "É claro que a maioria voltou às ruas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Irritada com atraso em obra, prefeitura de SP tenta abafar descobertas arqueológicas

Leitor amigo, reproduzo abaixo noticia publicada originalmente em UOL Notícias Cotidiano - 18/01/2010 às 07h15 (http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/01/18/ult5772u7074.jhtm).

Um excelente trabalho de Rodrigo Bertolotto que expõe a estranha lógica eleitoral que rege nosso cotidiano.

A entrada de jornalistas ou de câmeras está proibida pela Emurb (Empresa Municipal de Urbanização). E os arqueólogos foram advertidos para não darem entrevista. No lugar de exibir os achados que revelam o passado de São Paulo às vésperas de seu 456º aniversário, a prefeitura paulistana prefere silenciar sobre os trabalhos arqueológicos que estão sendo feitos na reurbanização do largo de Pinheiros para receber uma estação de metrô.
"A cidade obedece ao mercado. A modernização de Pinheiros tem o desenho da especulação imobiliária. A reforma não é para a população do bairro. Por isso, é mais fácil desqualificar como caquinhos os objetos encontrados, de clara importância histórica", opina o arqueólogo Paulo Zanettini, sócio de uma empresa de resgate arqueológico e especialista nos sítios paulistanos.

Já foram encontradas louças holandesas, francesas e inglesas, bem como garrafas do século 19, mostrando que a vocação comercial da área é antiga. Mas a única forma de saber isso é passar na calçada esburacada no número 700 da rua Fernão Dias. Lá, espremidos entre tábuas de madeira compensada e os pontos de ônibus para Cotia, dois cartazes contam o que acontece ali.

Os pedestres passam sem parar para ler sobre o aldeamento que os jesuítas fizeram na área até 1640 com os índios guaianás, nem sobre as porcelanas Maastrich ou Sarreguemines usadas pelos habitantes do passado. É fácil ver as placas publicitárias de "compra-se ouro" ou "exame médico demissional" que se espalham pelo largo.

O pano de fundo do ocultamento do resgate arqueológico é o atrito entre a Prefeitura de São Paulo e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Uma denúncia anônima ao órgão vinculado ao Ministério da Cultura fez as obras de Pinheiros pararem em meados de novembro.
Vestígios do passado
Desde 2002, toda a obra de porte em região de potencial histórico deve ser inspecionada por especialistas, assim como acontece com o obrigatório relatório de impacto ambiental. Isso é determinado pela portaria federal 230. Pela extensão e localização, a reurbanização de Pinheiros, que inclui mais de uma dezena de quarteirões, entra facilmente no caso.

A Emurb, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não conhecia essa legislação. A arqueóloga Lúcia Juliani, proprietária da empresa de prospecção A Lasca, diz acreditar que a empresa não agiu errado. "A Emurb achou que não estava agindo mal porque não foi cobrada antes", afirmou.

Um mês depois de parte das obras pararem para o resgate histórico, porém, a prefeitura convocou jornalistas para desqualificar os objetos encontrados, apontando que não passavam de pedaços de ossos, ferraduras e utensílios domésticos dos anos 1950, desgastados pelo tempo e sem valor histórico. O arqueólogo responsável, Plácido Cali, saiu prontamente para desmentir, mostrando achados de dois séculos atrás. E a tendência é achar coisas mais antigas, afinal, a cada 50 centímetros para baixo se recua um século.

"É por desconhecimento que se julga que a arqueologia existe para descobrir civilizações e múmias. Os grandes achados são raros. Nossa função é revelar como era o cotidiano do passado", disse Lúcia Juliani.

Zanettini concorda com ela. "A arqueologia revela a história que foi esquecida, a história das pessoas comuns, não aquela contada nos livros de história, que relata bem só a elite de poder. Os cacos que a gente encontra falam de um cotidiano que as fotos e os textos não revelaram."

E o sítio de Pinheiros foi revelador, com um depósito de garrafas enterradas que apontam a presença por ali de uma taberna do início do século 19.

É sintomático que a revitalização da área queira apagar as pessoas comuns do presente e do passado. O novo desenho do local será elo para o eixo endinheirado que une bairros como Brooklin, Itaim e Jardins ao Alto de Pinheiros, Alto da Lapa e Vila Madalena.

O plano do prefeito Gilberto Kassab (DEM) era inaugurar a primeira parte do novo largo em julho de 2010, mas os arqueólogos acreditam que as escavações podem acabar só no final do ano.
Tendo como pano de fundo as eleições gerais deste ano, há quem veja um embate político no embargo do Iphan. A postura da Emurb de tentar abafar o assunto mostra o tamanho do desgaste que a polêmica causou para a prefeitura, para Kassab e para seus aliados políticos, afinal, a reurbanização de Pinheiros seria inaugurada simultaneamente com a estação de metrô Faria Lima - que deve sair a tempo de ser exibida no horário político dos candidatos envolvidos com a obra.

E na futura praça do largo de Pinheiros não espere referência aos achados arqueológicos. Afinal, a tradição de São Paulo é erguer uma cidade em cima da outra. Quem sabe daqui a 200 anos um buraco no local redescubra um pacote de batata chips, um CD de forró ou um telefone celular que tira fotos. E assim, os que vierem depois de nós saberão como se vivia no longínquo início do século 21.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Gavetas do tempo


Vou sentir falta da iluminação de natal.
Ainda que tenha minhas dúvidas quanto ao conforto de nossas belas tipuanas com seus troncos e galhos tomados por centenas de lampadinhas acesas por noites a fio, ainda assim, vou sentir falta da iluminação de natal.


No Trianon, nas avenidas Sumaré e Pompéia, a caminho de casa, cruzei madrugadas que não eram comuns madrugadas paulistanas. Esses caminhos assim iluminados me levavam a outros lugares, minha casa ainda, mas outros lugares.
Certa noite fui parar em minha casa no tempo em que as bolas de natal eram feitas de um vidro tão fino que se quebravam com o suspiro de um grilo, e cada uma era uma obra de arte única, pelo menos aos meus olhos de menino.
Hoje, todas elas se quebraram? Não terá sobrado uma ao menos nalguma gaveta do tempo?


E agora que as avenidas voltaram a ser apenas avenidas com sua iluminação ordinária, e agora, para onde irei, o que vou encontrar quando voltar para casa?

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Adeus, congestionamentos!

O trânsito na cidade anda tão bom nesses dias de festa que tive uma idéia ESTUPENDA (de estúpida, mesmo)!


Seguindo a onda de proibições que assolam a cidade (proibição aos fretados, lei seca, lei antifumo, proibição da publicidade visual (cidade limpa) etc etc e tal), por que não proibimos os carros que desceram a serra de voltar à capital???


A gente proíbe e pronto! O caos no trânsito paulistano está resolvido! O resto é problema de quem foi passar o reveillon na praia! Eles que voltem de ônibus!


Ué, não é assim que nossos governantes têm resolvido tudo ultimamente - proibindo,- e cada um que se vire com seus problemas? Pois então, simples e genial como só nossos governantes poderiam conceber!


IDÉIA DE ASNO, SÓ ORIGINAL. EM 2010 VOTE NO BURRINHO LEGAL!!!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

São Paulo no mundo da fantasia

Confesso que, em meio a uma primavera fria e de muita chuva, nutri secretas esperanças que São Paulo realizaria meu sonho de menino.
Comemoraríamos enfim um Natal como uma verdadeira família Disney, com neve, muita neve!
Três dias de verão com temperatura acima dos 30º C derreteram minhas fantasias...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Alaga, São Paulo!

Recentemente, em um curso de Educação Patrimonial com o professor e arquiteto Clovis Roberto dos Santos Filho, descobri este quadro pintado por Benedito Calixto representando uma inundação na capital paulista em 1892.

Foi então que percebi, não adianta amaldiçoar políticos ou São Pedro, a culpa desse calvário que os paulistanos enfrentam com as chuvas ano após ano, é apenas nossa, nossa e de mais ninguém.

Ocupamos as várzeas do Tietê e Pinheiros, retificamos rios, canalizamos córregos, acreditamos tolamente que podíamos domar a Mãe Natureza, mas não podemos.
A única solução para o problema das enchentes em São Paulo é devolver aos rios o que é dos rios.
Ao contrário de ampliá-las (ampliando junto seus problemas), as marginais deveriam ser transformadas em um grande parque urbano, que cumpriria sua função de várzea nos dias de cheia, e serviria de área de lazer aos paulistanos nos dias de sol.

Impossível?
Então só nos resta continuar, inultimente, amaldiçoando políticos e São Pedro até fim de nossos dias.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nosso homem em 2010

Pastando em São Paulo
orgulhosamente apresenta:


Nosso Homem em 2010

Assista a reportagem da Band e veja como o governo de São Paulo (des)trata a população.
Em 2010, pense nisso na hora do voto!




segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Algo de podre no Reino de Piratininga

17 de janeiro de 2007, 31 de março de 2008, 13 de novembro de 2009. O que estas três datas têm em comum? São datas símbolos da incopetência que se instalou no poder público da cidade e no estado de São Paulo nos últimos anos.

Em 17 de janeiro de 2007, como resultado de um desabamento nas obras do Metrô paulista, uma cratera de 80 metros de diâmetro e 30 de profundidade se abriu na Rua Conselheiro Pereira Pinto, matando 7 pessoas.

Em 31 de março de 2008, parte da estrutura do Fura-Fila, um elevado destinado à circulação de ônibus na cidade, desabou sobre o Viaduto Grande São Paulo. Por sorte, ninguém foi atingido.

Em 13 de novembro de 2009, três vigas de sustentação de um viaduto em construção no Rodoanel caíram sobre três veículos que passavam pela rodovia Régis Bittencourt.

Acidentes, diz a sabedoria popular, acontecem. Mas esta mesma sabedoria alerta: um raio não cai duas vezes em um mesmo lugar.

Tantos acidentes seguidos não serão indício de que há algo de podre no Reino de Piratininga?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Uniban... What a shame!


O burrico aqui não tinha se manifestado até agora sobre o imboglio em que se meteu a Uniban... por achar tudo tão obviamente revoltante que não precisaria de seu zurro. Mas, expulsar a garota? Agora a Uniban... foi longe demais!

Vamos por partes:
1º Por que o título do post em inglês?
Porque o que era um caso de vergonha nacional para a Uniban..., com a atitude revoltante de seus alunos, virou um caso de vergonha mundial com a decisão de expulsar a aluna Geisy Arruda ganhando repercursão nas principais agências internacionais de notícia.

2º Por que Uniban..., assim, com três pontinhos?
Porque nos meios universitários a tal instituição de ensino é conhecida por um apelido pejorativo que não reproduzirei aqui, mas que, de repente, começa a fazer todo sentido do mundo!

3º Por que a Uniban... foi longe demais?
Porque qualquer instituição de ensino que se pretenda séria ou puniria com a expulsão, através das imagens do circuito interno da unidade, os líderes do ato de crueldade, preconceito, humilhação e discriminação a que Geisy foi submetida, ou, covardemente, esconderia a cabeça num buraco até a história toda esfriar.
Expulsar a vítima e premiar a mentalidade tacanha dos líderes de um dos momentos mais constrangedores que a era YouTube já documentou, é tudo o que a Uniban... não deveria fazer; é o exemplo de como uma instituição de ensino, formadora de profissionais e caráteres, NUNCA deveria se portar.

Agora vejam apenas esta parte do comunicado de expulsão de Geisy, - notem bem, trata-se de documento oficial expelido por uma faculdade: "a atitude provocativa da aluna buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar".

Em primeiro lugar: "defesa do ambiente escolar?"
Então os tristes momentos de insanidade coletiva acontecidos durante a chamada Idade Moderna, quando cidades inteiras se mobilizavam contra uma mulher indefesa, tendo por estopin uma banalidade qualquer, e a levavam à fogueira acusada de bruxaria, segundo esta instituição de ensino poderiam ser hoje justificados como "defesa do ambiente comunitário"?
Ou quando a KKK se reunia em pleno século vinte para espancar pessoas inocentes apenas por serem negras, poderia ser classificado por esta instituição de ensindo como "defesa do ambiente racial"?

Em segundo lugar: "atitude provocativa"?
Estamos de volta aos tempos em que uma vítima de estupro era maltratada por comentários do tipo, "Também, com as roupas que ela usava... Parece até que ela queria"? Aos tempos em que um homem matava sua companheira que o traira e se safava na justiça sob o argumento de "legítima defesa da honra"? Aos tempos do machismo, do homem pode tudo?
Lamentável, condenável, vergonhoso!

E mais uma vez demos motivo pro New York Times publicar suas já conhecidas bobagens preconceituosas sobre o Brasil: "apesar de o Brasil ser conhecido por suas roupas sumárias, a maior parte dos estudantes usa roupas mais modestas nas universidades, como jeans e camisetas."


Ai, Uniban... What a shame!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Marginal em obras? Utilize alternativas!

O mais engraçado de você ficar parado no congestionamento da Marginal, é ler as faixas gentilmente afixadas pelo CET ao longo da via, "Marginal do Tietê em obras: Utilize Alternativas".

ALTERNATIVAS???

Quais alternativas, cara pálida?

Alternativa norte, Salvador? Ou alternativa sul, Florianópolis?

Eu sei que em algum lugar da cidade, em alguma sala com ar condicionado, os técnicos da CET estão assistindo as câmeras de monitoramento do trânsito e rindo, rindo muuuito da minha cara!


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O filósofo francês e o trânsito em São Paulo

Que durante uma obra em uma grande cidade a prefeitura seja obrigada a fazer intervenções que atrapalhem a vida dos moradores momentaneamente, é compreensível.

Mas que a Prefeitura de São Paulo interdite 3 pontes da Marginal Tietê em pleno fim de ano (e não postergue esta ação para janeiro, quando o trânsito da cidade é sensívelmente menor), entregando-nos aos caos que se observou ontem na cidade, só se explica pela pressa eleitoreira em se entregar as obras de ampliação das marginais.

É triste que ainda estejamos nas mãos de políticos ambiciosos e despreparados.
Mais triste ainda pensar que esses políticos foram eleitos por nós e, portanto, refletem o senso comum paulistano.

Enfim, já dizia o sábio Joseph-Marie De Maistre, "Cada povo tem o governo que merece"

+++++++
Abaixo uma coletânea de fotos de árvores sacrificadas nesta obra insana para abrir alas à Vossa Majestade, O Automóvel. Viva o governador motoSERRA! Viva o prefeito KassÁrvore!

Imagens: iurirubim.blog.terra, arvoresvivas.wordpress.com,
arvoresdesaopaulo.wordpress.com, bancodoplaneta.com.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Um puxão de orelha em você, caro leitor


Você, caro leitor, sabe que adoro pegar no pé do governo. E o governo nunca se faz de rogado e sempre me dá motivos... Mas dessa vez o puxão de orelhas vai em você mesmo. Você paulistano que usa o Rio Tietê e seus afluentes como se fossem a lixeira de sua casa.


A foto acima foi tirada no começo da semana e mostra o acúmulo de lixo nas margens do rio. Entre muita madeira é possível identificar um pneu, um pé de tênis, um pé de chinelo, um encosto de cadeira, pedaços de móveis, isopor de embalagem e muita, muita garrafa pet.


Hoje passei pelo mesmo lugar outra vez e o poder público já fez a sua parte: limpou a margem do rio, retirando todo esse entulho. Mas isso é apenas um paliativo para a falta de educação do paulistano que usa e abusa desse pobre rio ocupado, exilado e morto.


Depois, quando a enchente vier, você vai reclamar do governo, não vai?
Pois já pensou em fazer sua parte, parando de jogar lixo no rio, em seus afluentes e nas ruas?
O lixo das ruas vai para os bueiros e, através da rede de esgotos, acaba indo parar no rio.


Todos queremos viver numa cidade melhor, mas quem está fazendo a sua parte?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Só pra cutucar!


Estou achando engraçadíssima a reação paulistana à escolha do Rio como cidade sede das olimpíadas 2016. Todo mundo falando mal, se pronunciando contra... Uma dor de cotovelo danada!!!


O bairrismo paulistano não está deixando a paulistanada enxergar que o Rio é a porta de entrada do Brasil, o nosso cartão de visitas quando o assunto é turismo. Só por isso, o Rio já mereceria o investimento que será feito na cidade nos próximos sete anos.
Mas o Rio é mais, o Rio é único. O Rio é a cidade mais bela do mundo. Existe o Rio e existem as outras.
Paris chega perto mas, cadê Ipanema?
Para mim só existe no mundo outra cidade capaz de rivalizar com o Rio quando o assunto é a combinação perfeita da obra do homem (arquitetura) com a obra de Deus (natureza). Essa outra cidade é Veneza.


O paulistano argumenta que quando o assunto é criminalidade, aí sim, o Rio é campeão. Ok, posso até concordar. Mas quem garante que uma olimpíada em Chicago ou Madri não seria alvo de ataques terroristas? O mundo anda tão maluco que nenhuma cidade mais pode garantir 100% de segurança em um evento deste porte.


Posso ser otimista demais, mas acredito que a final da copa do mundo no Maracanã somada às olimpíadas 2016 são exatamente o que o Rio estava precisando para finalmente dar uma virada na cultura da criminalidade que se instalou na cidade nas duas últimas décadas.


E quando ganha o Rio, ganha o Brasil.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Os Justiceiros de Ayrton Senna


Vez ou outra o burrico pastador aqui precisa deixar as ferraduras de lado e recorre ao transporte público... Ô, tristeza! Segunda-feira agora, 31/08, exatamente às 20h:12m, dei sinal para um Imirim no ponto da Rua Venâncio Aires, altura do nº 400.

Mas o motorista não parou... Por quê? Só ele e Deus sabem, pois o "chofer" ainda acelerou olhando para minha cara!


Não é raro vermos motoristas que não param no ponto solicitado. Não param para a terceira idade, não param porque vêm embalados e só nos vêem tarde demais, não param porque estão tirando racha com outro ônibus da mesma linha, não param porque... acreditam-se os justiceiros de Ayrton Senna!


Alguém precisa explicar para esses senhores que seu emprego consiste em percorrer um trajeto pré-determinado parando nos pontos para os passageiros sempre que solicitado. Apenas isso.


Só porque sou um burrico pastador, não precisa me tratar como gado!


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

É Proibido Proibir!

Tenho certeza que você, meu amado leitor, apóia 10 em cada 9 medidas que vêm sendo adotadas em São Paulo nos últimos meses. Porém, enquanto não baixarem uma lei proibindo o burro aqui de discordar, eu continuo me posicionando contra todas elas, e explico, tin-tin por tin-tin:

1) O feirante está proibido de gritar seus bordões na feira.
Oras bolas, “Moça bonita não paga, mas também não leva”, antes de ser proibido, devia ser declarado patrimônio cultural de nosso país!

2) A chamada lei cidade limpa.
É exagerada, o comerciante está praticamente proibido de anunciar sua mercadoria. É claro que muitas placas eram um exagero, mas bastava aplicar a lei que já existia, não precisava baixar esta lei marcial.

3) A lei seca.
Outro exagero. Considera-se alcolizado o motorista que tenha tomado um copo de cerveja ou até mesmo feito um simples gargarejo com desinfetante bucal... Até parece que os jovens vão deixar de tomar sua cervejinha na sexta à noite... E já que a lei os considera bêbados com a primeira, então... Manda duas, três! Que diferença faz?

4) A lei anti fumo.
Virou moda, proibi-se tudo nesta cidade! Não estava bom como estava: Fumódromos, áreas de fumantes e não fumantes etc? Essa história que a idéia é proteger o fumante passivo é balela, 24 horas por dia respirando o ar desta cidade é muito mais cancerígeno que 10 minutinhos do cigarro do vizinho!

5) Agora vão proibir a sacolinha plástica.
A exemplo do já ocorreu por ocasião da Lei Cidade Limpa, que desempregou todo um setor da nossa já combalida economia, as vítimas agora serão os fabricantes de sacolinhas. Gente, ao invés de proibir, por que não se fazer uma lei que obrigue o uso de plástico reciclado nas sacolinhas? Não seria muito mais racional? Dããã!

Acontece que racionalizar não é o intuito de nossos políticos, gerar multas sim! E essas leis são ótimas geradoras de multas, - além de terem custo de implantação quase zero para o Estado e garantirem o nome do político na mídia por meses!


Pensem nisso, caros (e)leitores! (Aproveitem que pensar ainda não foi proibido)

Ainda a respeito e bastante curioso:
http://www.parana-online.com.br/canal/tecnologia/news/391395/?noticia=10+PROIBICOES+RECENTES+E+CONTROVERSAS+PELO+MUNDO

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A todo óleo diesel!

Não são mais simples ameaças da dupla MotoSerra e Kassárvore, as obras de ampliação da Marginal do Tietê estão a todo óleo diesel – quilômetros de pistas novas surgem da noite para o dia motivadas pela proximidade das eleições presidenciais.

O mais incrível de tudo isto? Pasto pelas ruas de São Paulo diariamente e não ouço uma voz que resmungue contra tal absurdo.

Já me acostumei a pastar contra a tropa de bandeirantistas nesta cidade que não cansa de derrubar História e substituí-la diariamente pelo novo duvidoso.

Mas dessa vez a discreta deselegância paulistana está indo longe demais:
A Marginal Tietê, tal como estava, já era um engano arquitetônico, ambiental, estético, paisagístico, urbanístico etceterísco.
Ampliar tal engano asfaltando os canteiros centrais é o fim da picada bandeirante!

Segundo o site “Limão” (www.limão.com.br) “O Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo, com o apoio de mais quatro organizações não governamentais (ONGs), impetrou uma ação civil pública, na 12º Vara da Fazenda Pública, para interromper as obras de ampliação da Marginal do Tietê.”

Ainda segundo o “Limão”, em protesto contra as obras “A Ciclo BR espalhou 17 cruzes brancas para homenagear as centenas de árvores cortadas pelo projeto Freeway”.

foto: CicloBr in www.limão.com.br 24/06/2009

São ações isoladas que não levarão a uma efetiva paralisação das obras pelo simples fato que a população se cala, porque consente.

E com apoio popular São Paulo segue cada diz mais feia, cinza e triste.
Os paulistanos saúdam Vossa Majestade, o Automóvel, e acreditam firmemente que marcham para o progresso.

Rumino com minhas ferraduras, marchamos para o caos!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Belíndias: 1 - Paraíso do Ó

Nos anos 80, alguém cunhou o termo Belíndia para descrever o Brasil.

Queria dizer que o Brasil tinha um lado tão desenvolvido quanto a Bélgica, e um outro tão pobre quanto à Índia.

O termo foi malhado por todos os lados, dizia-se que não se podia dividir o Brasil em dois, sequer conceitualmente, que era uma tentativa pobre de resumir a múltipla realidade brasileira, etc etc etc.

Polêmicas à parte, que é um exercício divertido é.

Quem já pastou por São Paulo tanto quanto eu sabe que esta cidade tem realidades tão conflitantes quanto a Bélgica X Índia.

Jardins e Capão Redondo por exemplo. Brasilândia e Consolação, Parada de Taipas e Perdizes, etc e tal.

Hoje vou inaugurar a série "Belíndias" dedicada a estas díspares realidades paulistanas.

A própria prefeitura do município trata os bairros de maneiras diferentes.

Se não, como explicar que a Ponte da Freguesia do Ó, na Zona Norte da cidade, encontre-se suja e com árvores tortas, enquanto a Rua Teixeira da Silva, no Paraíso, se pareça com a Suíça?

Com vocês, o fictício Bairro do Paraíso do Ó:

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Expresso 2010

E o rio?
E o rio, quem viu?

No meio do verde, tem o cinza.
No meio da grama, o buraco.
No meio da terra, a pedra.


Já partiu o expresso 2010,
que parte do Planalto de Piratininga
direto pro Planalto Central.
Arvorezinha, arvorezinha,
pule para dentro da cerquinha
ou ficará no caminho do motoSERRA.


E o rio?
Quem liga pro rio?
Sua majestade, o automóvel?


De costas pro rio, os neobandeirantes paulistas.
De costas pro rio, o neobandeirante-Rei: Lord motoSERRA!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Despejo


Debaixo do viaduto nosso de cada dia mora um indigente, um mendigo, um morador de rua.

Qualquer que seja a politicamente correta maneira de se dizer, debaixo do viaduto, mora gente.

Tudo que essa gente tem cabe com folga em dois caminhões de despejo: um sofá recolhido das esquinas da cidade, cacarecos e mais cacarecos.

A ação de despejo foi movida também contra o velho cão que alguém abandonou (assim como abandonou o velho sofá) e essa gente recolheu também.

O cão também cabe nas caçambas dos caminhões.


E agora, qual será o destino dessa gente e seu cão?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Intolerância na Parada Gay

Mais uma vez o paulistano mostra a face da intolerância.
Pelo menos 3 pessoas foram agredidas depois da Parada Gay em São Paulo, e, no caso mais grave, uma bomba foi lançada de um dos apartamentos do Edifíco Tinguá, no Largo do Arouche, deixando 21 feridos.

O engraçado de morar em São Paulo é que, ao mesmo tempo que moramos em uma das maiores metrópoles do mundo, convivemos com atitudes que parecem de moradores de uma cidadezinha de vaqueiros.
É como se morássemos num misto de Nova York com Buffalo Gap, Texas.
Por mais que a cidade cresça, se modernize, abrigue mais e mais eventos de vanguarda e diversidade de pensamento, a cabecinha do paulistano médio continua no século dezenove, saudosa da garoa que não volta mais.
Ah, mas dessa vez, tenho certeza, a PM vai agir exemplarmente, afinal, a Parada Gay é o maior evento da cidade, atraindo 400.000 turistas e movimentando quase 200 milhões de reais por ano!
E então, PM, já temos os suspeitos, retratos falados etc? É a economia e a reputação da cidade que estão em jogo. Ou vamos deixar a discreta xenofobia paulistana espantar o turismo?