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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Queimadas

Duas fotos da queimada que devastou a mata às margens da Rodovia dos Bandeirantes dentro da zona metropolitana de São Paulo, ontem, 25/08:



As queimadas que têm devastados grandes áreas rurais do Brasil são muitas vezes consequências de uma mentalidade atrasada de um tipo de agricultor que vê na queimada uma maneira mais fácil e rápida de preparar suas terras para um novo plantio.
Mas como explicar essas queimadas dentro de nossa cidade, na Reserva do Jaraguá, na Serra da Cantareira, às margens de rodovias?
Ao que me consta, árvores não têm a capacidade da autocombustão. Esses incêndios são causados por pessoas estúpidas que jogam suas bitucas de cigarro no mato, que soltam balões ou que simplesmente botam fogo no mato em nome de prazer doentio de ver as chamas arderem.
Será que essas pessoas não leem jornal, não veem TV, não sabem das condições críticas do ar de São Paulo? Não veem que estão agravando estas condições e contribuindo para agravar os problemas respiratórios de crianças e idosos?
Isso sem falar nos óbvios danos ambientais.
...Sem comentários.

sábado, 20 de março de 2010

Banquete dos urubus



Sábado, 20/03 - Rio Tietê entre as pontes do Piqueri e Freguesia do Ó

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Um puxão de orelha em você, caro leitor


Você, caro leitor, sabe que adoro pegar no pé do governo. E o governo nunca se faz de rogado e sempre me dá motivos... Mas dessa vez o puxão de orelhas vai em você mesmo. Você paulistano que usa o Rio Tietê e seus afluentes como se fossem a lixeira de sua casa.


A foto acima foi tirada no começo da semana e mostra o acúmulo de lixo nas margens do rio. Entre muita madeira é possível identificar um pneu, um pé de tênis, um pé de chinelo, um encosto de cadeira, pedaços de móveis, isopor de embalagem e muita, muita garrafa pet.


Hoje passei pelo mesmo lugar outra vez e o poder público já fez a sua parte: limpou a margem do rio, retirando todo esse entulho. Mas isso é apenas um paliativo para a falta de educação do paulistano que usa e abusa desse pobre rio ocupado, exilado e morto.


Depois, quando a enchente vier, você vai reclamar do governo, não vai?
Pois já pensou em fazer sua parte, parando de jogar lixo no rio, em seus afluentes e nas ruas?
O lixo das ruas vai para os bueiros e, através da rede de esgotos, acaba indo parar no rio.


Todos queremos viver numa cidade melhor, mas quem está fazendo a sua parte?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Belíndias: 1 - Paraíso do Ó

Nos anos 80, alguém cunhou o termo Belíndia para descrever o Brasil.

Queria dizer que o Brasil tinha um lado tão desenvolvido quanto a Bélgica, e um outro tão pobre quanto à Índia.

O termo foi malhado por todos os lados, dizia-se que não se podia dividir o Brasil em dois, sequer conceitualmente, que era uma tentativa pobre de resumir a múltipla realidade brasileira, etc etc etc.

Polêmicas à parte, que é um exercício divertido é.

Quem já pastou por São Paulo tanto quanto eu sabe que esta cidade tem realidades tão conflitantes quanto a Bélgica X Índia.

Jardins e Capão Redondo por exemplo. Brasilândia e Consolação, Parada de Taipas e Perdizes, etc e tal.

Hoje vou inaugurar a série "Belíndias" dedicada a estas díspares realidades paulistanas.

A própria prefeitura do município trata os bairros de maneiras diferentes.

Se não, como explicar que a Ponte da Freguesia do Ó, na Zona Norte da cidade, encontre-se suja e com árvores tortas, enquanto a Rua Teixeira da Silva, no Paraíso, se pareça com a Suíça?

Com vocês, o fictício Bairro do Paraíso do Ó:

terça-feira, 30 de junho de 2009

Despejo


Debaixo do viaduto nosso de cada dia mora um indigente, um mendigo, um morador de rua.

Qualquer que seja a politicamente correta maneira de se dizer, debaixo do viaduto, mora gente.

Tudo que essa gente tem cabe com folga em dois caminhões de despejo: um sofá recolhido das esquinas da cidade, cacarecos e mais cacarecos.

A ação de despejo foi movida também contra o velho cão que alguém abandonou (assim como abandonou o velho sofá) e essa gente recolheu também.

O cão também cabe nas caçambas dos caminhões.


E agora, qual será o destino dessa gente e seu cão?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Um drama em cada esquina



Em cidades do tamanho de São Paulo, desenrola-se um drama a cada minuto, um drama a cada esquina. Mas tocamos nossas vidas tão apressadas, que mesmo que estes dramas não estejam tão camuflados, dificilmente os vemos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

cata dores de são paulo

Não gosto de fazer piada com nazismo ou neonazismo, por considerar este um dos assuntos mais sérios e vergonhosos da História.

No entanto, diante do imbróglio do caso Paula Oliveira, (mantenho meu post anterior, de qualquer maneira, como um protesto geral contra a praga da xenofobia) não me resta outra coisa que uma piadinha básica, uma cutucadinha – pra não perder o costume – em Seu K Sabe.

Antigamente bastava deixar papelão ou vidro ou alumínio na porta de meu comércio que, em coisa de 10 minutos, os catadores levavam.Outro dia, no entanto, várias caixas de papelão se acumulavam sem que um só catador passasse pela rua. Foi quando ouvi uma vizinha dizer, “É que o K Sabe proibiu os catadores de andarem com os carrinhos”.
Como ainda não havia ouvido nada a respeito, fui pesquisar. Não encontrei nada concreto sobre a tal proibição, porém encontrei duas páginas na Net bastante interessantes.

1) Em
http://saopauloempauta.wordpress.com, “Entidades denunciam política higienista de Serra/Kassab”, discorre-se sobre a violência com que os moradores de rua são tratados pelas entidades oficiais em São Paulo e cita, literalmente, a tal “proibição do trabalho dos catadores de material reciclável”.

2) Em
www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ult95u484756.shtml, “Kassab assume uma promessa para cada 36h da 2ª gestão”, diz-se que se o prefeito pretender cumprir todas as promessas de seu plano de governo, 953 promessas em 4 anos, terá que inaugurar uma obra ou entregar um projeto a cada 36 horas... Bueno... as horas estão correndo, tem alguém contando?
Pois é, e não é que uma dessas promessas vem a ser justamente um tal de “cadastro oficial dos catadores de lixo”.

É sempre a mesma história, o poder público não faz a sua parte (no caso, a coleta coletiva de lixo em todos os bairros da cidade) e ainda dificulta o trabalho de quem se insere neste “vazio” de Estado (no caso, os catadores de lixo).

E além disto, temos a questão humanitária, os catadores são muitas vezes moradores de rua ou favelados vivendo sem o direito básico à habitação decente e o lixo é sua única fonte de renda.

Mas nada, nada disso importa diante da fúria proibitiva de K Sabe.
Ele já proibiu as placas, proibiu os feirantes de declamarem seus bordões, agora vai proibir também os catadores?

Ah, sim, o que tudo isso tem a ver com nazismo?
Tem a ver que um dos atributos de um Estado nazista é o poder extremamente centralizado, proibitivo, controlador e coercivo.

Ah, mas não teve graça nenhuma, não é?
Fazer o quê? Taí um assunto que não costuma ter graça nenhuma mesmo.


P.S.: Assisti esta semana ao filme “Ensaio sobre a cegueira”. Saramago é um dos meus autores preferidos, por isso estava “louco” pra não gostar do filme... Adorei!
As cenas em São Paulo são geniais!
Sabe como o K Sabe resolveria o problema central do livro/filme? Proibindo todo mundo de ficar cego! Quem ficar cego paga multa! Simples, né? Esse K Sabe sabe das coisas!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Por seus pés sujos

Sim, sou chato, reclamo demais, eu sei.

Por todos os cantos desta cidade, outros paulistanos passam muito pior que eu.

E é também por eles, por seus pés sujos, sem voz, que continuo e continuo a reclamar.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

de linceça para o Saraubéa


embora, confesso, seja uma pessoas mais preguiçosas do mundo,
não é a preguiça (desta vez) que tem me impedido de atualizar este blog.
estou envolvido na produção e preparação do Saraubéa,
que acontece neste domingo 30/11, 19:00 horas na
Casa das Rosas
Av. Paulista, 37
Amigos,
VOCÊS ESTÃO TODOS CONVIDADOS!

sábado, 1 de novembro de 2008

3.000 e tantas palavras

Se uma imagem diz mais que mil palavras, a seguir, três mil e tantas palavras:
Na Ponte da Freguesia, cada um com seu veículo.


Margens do Rio Tietê.

Cobertores secando ao sol.