Procuro evitar a palavra "nazista" ao tratar do sem-fim de proibições que a administração Bilgerto Kassado vem impondo à cidade.
Isso porque a palavra tem um peso histórico e ideologico muito grande e mexe com sentimentos ainda à flor-da-pele para grande parte da população que imigrou para a cidade no pós-guerra.
Então, vou chamando esse senhor e seu mentor/inventor e má-drinho Seu Zé Erra, de conservadores, ditadores etc e tais.
Desta vez, no entanto, diante de mais uma destas absurdas proibições que fazem São Paulo andar na contramão de todas as grandes cidades do mundo, alguém usou a palavra "nazista", e não fui, mas sim o jurista Luíz Flávio Gomes.
Deu no UOL:
Prefeitura expulsa artistas de rua da av. Paulista; para jurista, proibição é "ato nazista"
por Diego Salmen do UOL Notícias
"Avenida mais famosa da cidade de São Paulo, a Paulista é conhecida por ser o centro financeiro da capital, e também por ser um tradicional reduto de artistas de rua. Esse cenário, porém, vem mudando. Enquanto os prédios de empresas e bancos permanecem na paisagem, a classe artística vem minguando no local com a chegada da Operação Delegada, iniciada em dezembro do ano passado pela Polícia Militar, após a assinatura de um convênio com a prefeitura paulistana e o governo do Estado.
Estátuas vivas, palhaços, saxofonistas, guitarristas e malabaristas: todos eles agora estão sujeitos à ação policial, cujo objetivo principal é coibir e enquadrar o comércio ambulante ilegal nas principais vias do município. Para o jurista Luiz Flávio Gomes, a ação é um "ato nazista". "A atividade deles é lícita. Expressão artística você pode fazer quando quiser. Eles serem proibidos é uma ilegalidade, um abuso patente", diz. "Se houver prisão então é crime: abuso de autoridade", afirma.
O UOL Notícias caminhou pela avenida durante uma hora na última sexta-feira (19), e não encontrou nenhum dos artistas de rua no trecho mais movimentado da via, entre as estações Consolação e Brigadeiro do metrô.
A prefeitura alega que, ao cobrarem por suas performances, os artistas exercem atividade comercial e, portanto, precisam de autorização específica para trabalhar. "Não tem autorização, não fica", disse um policial ouvido pela reportagem.
Gomes afirma que a atividade não é comercial. "É uma atividade que gera remuneração livre das pessoas que decidem se vão doar ou não", argumenta. "É uma mera doação, e doação para serviço não é atividade comercial."
Para reforçar a Operação Delegada, a polícia conta com a ajuda de policiais de folga. Se o PM interessado for praça, recebe R$ 12,33 por hora trabalhada na operação; se for oficial, a remuneração extra é de R$ 16,45 por hora. Antes, apenas guardas civis metropolitanos podiam realizar esse tipo de fiscalização.
Proibição do skate
Em 1988, o então prefeito Jânio Quadros proibiu, por decreto, a prática do skate no Parque do Ibirapuera. Depois de alguns meses, a medida foi revogada e hoje o esporte é um dos mais praticados no país. Neste ano, uma proposta do vereador Adolfo Quintas (PSDB) para proibir skates em calçadas também chegou a ser debatida na Câmara Municipal
População critica
Cidadãos ouvidos pelo UOL Notícias criticaram a medida. "Deixa os caras trabalharem, eles animam a cidade", disse o segurança Rogério Alexandre.
"A arte sempre tem que ter lugar, misturada com a cidade", afirmou o publicitário Lucas Lamenha. "É um jeito do povo ganhar a vida", concordou Stephanie de Souza, analista de atendimento.
"Isso só prejudica os caras, eles querem trabalhar", afirmou o gari Edson da Silva. "Não tem do que reclamar dos artistas. Eles não atrapalham ninguém e, na verdade, estão trabalhando", disse o Jerônimo dos Reis, jornaleiro de uma banca em frente ao Parque Trianon. "Não tem nada a ver. Isso aqui é a av. Paulista, tem que deixar eles trabalharem", finalizou a comerciante Julia Delácio.
Proibições na capital
Durante a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM), diversas restrições e proibições começaram a vigorar nas ruas da capital paulista. Entre elas a proposta de retirada de bancas de jornal no centro e os gritos em feiras livres. No trânsito, foi proibida a circulação de caminhões na marginal Tietê e o tráfego de motos na avenida 23 de Maio."
É uma pena que tenhamos um prefeito com uma visão tão pequena sobre o que é administrar uma metropóle. Esses artistas de rua são o espírito de cidades cosmopolitas ao redor do mundo.
Barcelona reserva uma grande avenida só para eles, são as famosas "Las Ramblas" que atraem turistas de todo o mundo.
Em Paris, temos os músicos nos metrôs e estátuas vivas em todos os pontos turísticos.
E não é diferente em Nova York, Londres, etc.
Enquanto isso em São Bento da Barreirinha...
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Assim lá como cá
Caro leitor, compare duas notícias publicadas no mesmo dia pelo Estado de São Paulo:
1ª) "Maior ciclovia de SP não saiu do papel, obras de pista de 15 km prometida em 2007 pela prefeitura não começaram; pelo menos outras sete vias exclusivas estão atrasadas..."
2ª) do "L'Exprees", "Paris quer se tornar paraíso dos ciclistas, três anos depois de lançar programa de aluguel de bicicletas, centenas de quilômetros de ciclovias estão sendo criados e ciclistas estão conquistando novos direitos."
E eu aqui pastando, pastando...
1ª) "Maior ciclovia de SP não saiu do papel, obras de pista de 15 km prometida em 2007 pela prefeitura não começaram; pelo menos outras sete vias exclusivas estão atrasadas..."
2ª) do "L'Exprees", "Paris quer se tornar paraíso dos ciclistas, três anos depois de lançar programa de aluguel de bicicletas, centenas de quilômetros de ciclovias estão sendo criados e ciclistas estão conquistando novos direitos."
E eu aqui pastando, pastando...
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Saudades da cidade suja...

Carreta quebrada na Dutra, um trânsito danado nas redondezas do aeroporto, e Gisele Bündchen bela e faceira aquecendo a tarde fria.
É claro, estou em outro município, Guarulhos... Que por aqui a Lei Cidade Limpa não permitiria uma pouca vergonha dessa!
Ai, ai, bateu uma saudades dos tempos em que a Hope mantinha um outdoor permanente no Minhocão.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Pirituba 2014!
Diante do imbróglio Fifa/CBF/Morumbi/Pirituba, o prefeito mandou avisar: “Se não der pra fazer a Copa em São Paulo, paciência...” K-sabe garante que não financia a obra em Pirituba de jeito nenhum. Pobre da cidade cujo prefeito vira as costas para um evento do porte de uma Copa do Mundo. Tá certo que paciência é um dom natural do paulistano, que ontem ficou preso por horas em 207 quilômetros de congestionamento para não ir a lugar algum. Mas abdicar da abertura de Copa do Mundo, - um evento que daria visibilidade internacional para a cidade, que traria turistas, investimentos públicos e privados sem precedentes, etc, - é de uma tacanhez política desmedida... é torcer para que o homem mude de ideia... senão, paciência!
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sábado, 20 de março de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Albergues
É difícil ser paulistano. É difícil acordar paulistano, ler notícias como a reproduzida abaixo e olhar nos olhos de meus concidadãos. É difícil saber que o paulistano aprova todas essas medidas xenofóbicas. Afinal, um político nada mais é que o retrato da sociedade que o elegeu.
Prefeitura de São Paulo fecha albergues para sem-teto
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo pretende encerrar, neste ano, os serviços de mais dois albergues para sem-teto: o República Condomínio AEB, com 85 vagas, e o Pedroso, com cerca de 400. O centro de São Paulo e bairros próximos já perderam, em dois anos, quase 700 leitos em albergues municipais. A medida eleva a conta para mais de mil vagas extintas.
As consequências dessas medidas são vias e praças ocupadas por uma massa cada vez maior de moradores de rua. Segundo estimativa da Associação Viva o Centro, são 2 mil na região. "E o número tem aumentado com o fechamento dos albergues", afirma o superintendente da instituição, Marco de Almeida.
Ele diz que essa população cresceu na Avenida Duque de Caxias, na Praça da República e no Largo do Arouche. O Movimento Nacional da População de Rua estima que 15 mil pessoas vivam nas vias da capital (quase 5 mil a mais que há sete anos).
Desde 2008, a Prefeitura desativou dois albergues no centro: o Jacareí (antigo Cirineu), com quase 400 vagas, e o Glicério (conhecido como São Francisco), com 300 leitos, segundo a Secretaria de Assistência Social (Seads). "Mas chegamos a abrigar mais de 700 pessoas", relata frei José Santos, que administrava o Albergue do Glicério. "É claro que a maioria voltou às ruas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Prefeitura de São Paulo fecha albergues para sem-teto
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo pretende encerrar, neste ano, os serviços de mais dois albergues para sem-teto: o República Condomínio AEB, com 85 vagas, e o Pedroso, com cerca de 400. O centro de São Paulo e bairros próximos já perderam, em dois anos, quase 700 leitos em albergues municipais. A medida eleva a conta para mais de mil vagas extintas.
As consequências dessas medidas são vias e praças ocupadas por uma massa cada vez maior de moradores de rua. Segundo estimativa da Associação Viva o Centro, são 2 mil na região. "E o número tem aumentado com o fechamento dos albergues", afirma o superintendente da instituição, Marco de Almeida.
Ele diz que essa população cresceu na Avenida Duque de Caxias, na Praça da República e no Largo do Arouche. O Movimento Nacional da População de Rua estima que 15 mil pessoas vivam nas vias da capital (quase 5 mil a mais que há sete anos).
Desde 2008, a Prefeitura desativou dois albergues no centro: o Jacareí (antigo Cirineu), com quase 400 vagas, e o Glicério (conhecido como São Francisco), com 300 leitos, segundo a Secretaria de Assistência Social (Seads). "Mas chegamos a abrigar mais de 700 pessoas", relata frei José Santos, que administrava o Albergue do Glicério. "É claro que a maioria voltou às ruas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Irritada com atraso em obra, prefeitura de SP tenta abafar descobertas arqueológicas
Leitor amigo, reproduzo abaixo noticia publicada originalmente em UOL Notícias Cotidiano - 18/01/2010 às 07h15 (http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/01/18/ult5772u7074.jhtm).
Um excelente trabalho de Rodrigo Bertolotto que expõe a estranha lógica eleitoral que rege nosso cotidiano.
A entrada de jornalistas ou de câmeras está proibida pela Emurb (Empresa Municipal de Urbanização). E os arqueólogos foram advertidos para não darem entrevista. No lugar de exibir os achados que revelam o passado de São Paulo às vésperas de seu 456º aniversário, a prefeitura paulistana prefere silenciar sobre os trabalhos arqueológicos que estão sendo feitos na reurbanização do largo de Pinheiros para receber uma estação de metrô.
"A cidade obedece ao mercado. A modernização de Pinheiros tem o desenho da especulação imobiliária. A reforma não é para a população do bairro. Por isso, é mais fácil desqualificar como caquinhos os objetos encontrados, de clara importância histórica", opina o arqueólogo Paulo Zanettini, sócio de uma empresa de resgate arqueológico e especialista nos sítios paulistanos.
Já foram encontradas louças holandesas, francesas e inglesas, bem como garrafas do século 19, mostrando que a vocação comercial da área é antiga. Mas a única forma de saber isso é passar na calçada esburacada no número 700 da rua Fernão Dias. Lá, espremidos entre tábuas de madeira compensada e os pontos de ônibus para Cotia, dois cartazes contam o que acontece ali.
Os pedestres passam sem parar para ler sobre o aldeamento que os jesuítas fizeram na área até 1640 com os índios guaianás, nem sobre as porcelanas Maastrich ou Sarreguemines usadas pelos habitantes do passado. É fácil ver as placas publicitárias de "compra-se ouro" ou "exame médico demissional" que se espalham pelo largo.
O pano de fundo do ocultamento do resgate arqueológico é o atrito entre a Prefeitura de São Paulo e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Uma denúncia anônima ao órgão vinculado ao Ministério da Cultura fez as obras de Pinheiros pararem em meados de novembro.
Vestígios do passado
Desde 2002, toda a obra de porte em região de potencial histórico deve ser inspecionada por especialistas, assim como acontece com o obrigatório relatório de impacto ambiental. Isso é determinado pela portaria federal 230. Pela extensão e localização, a reurbanização de Pinheiros, que inclui mais de uma dezena de quarteirões, entra facilmente no caso.
A Emurb, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não conhecia essa legislação. A arqueóloga Lúcia Juliani, proprietária da empresa de prospecção A Lasca, diz acreditar que a empresa não agiu errado. "A Emurb achou que não estava agindo mal porque não foi cobrada antes", afirmou.
Um mês depois de parte das obras pararem para o resgate histórico, porém, a prefeitura convocou jornalistas para desqualificar os objetos encontrados, apontando que não passavam de pedaços de ossos, ferraduras e utensílios domésticos dos anos 1950, desgastados pelo tempo e sem valor histórico. O arqueólogo responsável, Plácido Cali, saiu prontamente para desmentir, mostrando achados de dois séculos atrás. E a tendência é achar coisas mais antigas, afinal, a cada 50 centímetros para baixo se recua um século.
"É por desconhecimento que se julga que a arqueologia existe para descobrir civilizações e múmias. Os grandes achados são raros. Nossa função é revelar como era o cotidiano do passado", disse Lúcia Juliani.
Zanettini concorda com ela. "A arqueologia revela a história que foi esquecida, a história das pessoas comuns, não aquela contada nos livros de história, que relata bem só a elite de poder. Os cacos que a gente encontra falam de um cotidiano que as fotos e os textos não revelaram."
E o sítio de Pinheiros foi revelador, com um depósito de garrafas enterradas que apontam a presença por ali de uma taberna do início do século 19.
É sintomático que a revitalização da área queira apagar as pessoas comuns do presente e do passado. O novo desenho do local será elo para o eixo endinheirado que une bairros como Brooklin, Itaim e Jardins ao Alto de Pinheiros, Alto da Lapa e Vila Madalena.
O plano do prefeito Gilberto Kassab (DEM) era inaugurar a primeira parte do novo largo em julho de 2010, mas os arqueólogos acreditam que as escavações podem acabar só no final do ano.
Tendo como pano de fundo as eleições gerais deste ano, há quem veja um embate político no embargo do Iphan. A postura da Emurb de tentar abafar o assunto mostra o tamanho do desgaste que a polêmica causou para a prefeitura, para Kassab e para seus aliados políticos, afinal, a reurbanização de Pinheiros seria inaugurada simultaneamente com a estação de metrô Faria Lima - que deve sair a tempo de ser exibida no horário político dos candidatos envolvidos com a obra.
E na futura praça do largo de Pinheiros não espere referência aos achados arqueológicos. Afinal, a tradição de São Paulo é erguer uma cidade em cima da outra. Quem sabe daqui a 200 anos um buraco no local redescubra um pacote de batata chips, um CD de forró ou um telefone celular que tira fotos. E assim, os que vierem depois de nós saberão como se vivia no longínquo início do século 21.
Um excelente trabalho de Rodrigo Bertolotto que expõe a estranha lógica eleitoral que rege nosso cotidiano.
A entrada de jornalistas ou de câmeras está proibida pela Emurb (Empresa Municipal de Urbanização). E os arqueólogos foram advertidos para não darem entrevista. No lugar de exibir os achados que revelam o passado de São Paulo às vésperas de seu 456º aniversário, a prefeitura paulistana prefere silenciar sobre os trabalhos arqueológicos que estão sendo feitos na reurbanização do largo de Pinheiros para receber uma estação de metrô.
"A cidade obedece ao mercado. A modernização de Pinheiros tem o desenho da especulação imobiliária. A reforma não é para a população do bairro. Por isso, é mais fácil desqualificar como caquinhos os objetos encontrados, de clara importância histórica", opina o arqueólogo Paulo Zanettini, sócio de uma empresa de resgate arqueológico e especialista nos sítios paulistanos.
Já foram encontradas louças holandesas, francesas e inglesas, bem como garrafas do século 19, mostrando que a vocação comercial da área é antiga. Mas a única forma de saber isso é passar na calçada esburacada no número 700 da rua Fernão Dias. Lá, espremidos entre tábuas de madeira compensada e os pontos de ônibus para Cotia, dois cartazes contam o que acontece ali.
Os pedestres passam sem parar para ler sobre o aldeamento que os jesuítas fizeram na área até 1640 com os índios guaianás, nem sobre as porcelanas Maastrich ou Sarreguemines usadas pelos habitantes do passado. É fácil ver as placas publicitárias de "compra-se ouro" ou "exame médico demissional" que se espalham pelo largo.
O pano de fundo do ocultamento do resgate arqueológico é o atrito entre a Prefeitura de São Paulo e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Uma denúncia anônima ao órgão vinculado ao Ministério da Cultura fez as obras de Pinheiros pararem em meados de novembro.
Vestígios do passado
Desde 2002, toda a obra de porte em região de potencial histórico deve ser inspecionada por especialistas, assim como acontece com o obrigatório relatório de impacto ambiental. Isso é determinado pela portaria federal 230. Pela extensão e localização, a reurbanização de Pinheiros, que inclui mais de uma dezena de quarteirões, entra facilmente no caso.
A Emurb, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não conhecia essa legislação. A arqueóloga Lúcia Juliani, proprietária da empresa de prospecção A Lasca, diz acreditar que a empresa não agiu errado. "A Emurb achou que não estava agindo mal porque não foi cobrada antes", afirmou.
Um mês depois de parte das obras pararem para o resgate histórico, porém, a prefeitura convocou jornalistas para desqualificar os objetos encontrados, apontando que não passavam de pedaços de ossos, ferraduras e utensílios domésticos dos anos 1950, desgastados pelo tempo e sem valor histórico. O arqueólogo responsável, Plácido Cali, saiu prontamente para desmentir, mostrando achados de dois séculos atrás. E a tendência é achar coisas mais antigas, afinal, a cada 50 centímetros para baixo se recua um século.
"É por desconhecimento que se julga que a arqueologia existe para descobrir civilizações e múmias. Os grandes achados são raros. Nossa função é revelar como era o cotidiano do passado", disse Lúcia Juliani.
Zanettini concorda com ela. "A arqueologia revela a história que foi esquecida, a história das pessoas comuns, não aquela contada nos livros de história, que relata bem só a elite de poder. Os cacos que a gente encontra falam de um cotidiano que as fotos e os textos não revelaram."
E o sítio de Pinheiros foi revelador, com um depósito de garrafas enterradas que apontam a presença por ali de uma taberna do início do século 19.
É sintomático que a revitalização da área queira apagar as pessoas comuns do presente e do passado. O novo desenho do local será elo para o eixo endinheirado que une bairros como Brooklin, Itaim e Jardins ao Alto de Pinheiros, Alto da Lapa e Vila Madalena.
O plano do prefeito Gilberto Kassab (DEM) era inaugurar a primeira parte do novo largo em julho de 2010, mas os arqueólogos acreditam que as escavações podem acabar só no final do ano.
Tendo como pano de fundo as eleições gerais deste ano, há quem veja um embate político no embargo do Iphan. A postura da Emurb de tentar abafar o assunto mostra o tamanho do desgaste que a polêmica causou para a prefeitura, para Kassab e para seus aliados políticos, afinal, a reurbanização de Pinheiros seria inaugurada simultaneamente com a estação de metrô Faria Lima - que deve sair a tempo de ser exibida no horário político dos candidatos envolvidos com a obra.
E na futura praça do largo de Pinheiros não espere referência aos achados arqueológicos. Afinal, a tradição de São Paulo é erguer uma cidade em cima da outra. Quem sabe daqui a 200 anos um buraco no local redescubra um pacote de batata chips, um CD de forró ou um telefone celular que tira fotos. E assim, os que vierem depois de nós saberão como se vivia no longínquo início do século 21.
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sábado, 16 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Gavetas do tempo

Vou sentir falta da iluminação de natal.
Ainda que tenha minhas dúvidas quanto ao conforto de nossas belas tipuanas com seus troncos e galhos tomados por centenas de lampadinhas acesas por noites a fio, ainda assim, vou sentir falta da iluminação de natal.
Ainda que tenha minhas dúvidas quanto ao conforto de nossas belas tipuanas com seus troncos e galhos tomados por centenas de lampadinhas acesas por noites a fio, ainda assim, vou sentir falta da iluminação de natal.
No Trianon, nas avenidas Sumaré e Pompéia, a caminho de casa, cruzei madrugadas que não eram comuns madrugadas paulistanas. Esses caminhos assim iluminados me levavam a outros lugares, minha casa ainda, mas outros lugares.
Certa noite fui parar em minha casa no tempo em que as bolas de natal eram feitas de um vidro tão fino que se quebravam com o suspiro de um grilo, e cada uma era uma obra de arte única, pelo menos aos meus olhos de menino.
Hoje, todas elas se quebraram? Não terá sobrado uma ao menos nalguma gaveta do tempo?
E agora que as avenidas voltaram a ser apenas avenidas com sua iluminação ordinária, e agora, para onde irei, o que vou encontrar quando voltar para casa?
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
São Paulo no mundo da fantasia
Confesso que, em meio a uma primavera fria e de muita chuva, nutri secretas esperanças que São Paulo realizaria meu sonho de menino.
Comemoraríamos enfim um Natal como uma verdadeira família Disney, com neve, muita neve!
Três dias de verão com temperatura acima dos 30º C derreteram minhas fantasias...
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
A todo óleo diesel!
Não são mais simples ameaças da dupla MotoSerra e Kassárvore, as obras de ampliação da Marginal do Tietê estão a todo óleo diesel – quilômetros de pistas novas surgem da noite para o dia motivadas pela proximidade das eleições presidenciais.
O mais incrível de tudo isto? Pasto pelas ruas de São Paulo diariamente e não ouço uma voz que resmungue contra tal absurdo.
Já me acostumei a pastar contra a tropa de bandeirantistas nesta cidade que não cansa de derrubar História e substituí-la diariamente pelo novo duvidoso.
Mas dessa vez a discreta deselegância paulistana está indo longe demais:
A Marginal Tietê, tal como estava, já era um engano arquitetônico, ambiental, estético, paisagístico, urbanístico etceterísco.
Ampliar tal engano asfaltando os canteiros centrais é o fim da picada bandeirante!
Segundo o site “Limão” (www.limão.com.br) “O Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo, com o apoio de mais quatro organizações não governamentais (ONGs), impetrou uma ação civil pública, na 12º Vara da Fazenda Pública, para interromper as obras de ampliação da Marginal do Tietê.”
Ainda segundo o “Limão”, em protesto contra as obras “A Ciclo BR espalhou 17 cruzes brancas para homenagear as centenas de árvores cortadas pelo projeto Freeway”.
O mais incrível de tudo isto? Pasto pelas ruas de São Paulo diariamente e não ouço uma voz que resmungue contra tal absurdo.
Já me acostumei a pastar contra a tropa de bandeirantistas nesta cidade que não cansa de derrubar História e substituí-la diariamente pelo novo duvidoso.
Mas dessa vez a discreta deselegância paulistana está indo longe demais:
A Marginal Tietê, tal como estava, já era um engano arquitetônico, ambiental, estético, paisagístico, urbanístico etceterísco.
Ampliar tal engano asfaltando os canteiros centrais é o fim da picada bandeirante!
Segundo o site “Limão” (www.limão.com.br) “O Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo, com o apoio de mais quatro organizações não governamentais (ONGs), impetrou uma ação civil pública, na 12º Vara da Fazenda Pública, para interromper as obras de ampliação da Marginal do Tietê.”
Ainda segundo o “Limão”, em protesto contra as obras “A Ciclo BR espalhou 17 cruzes brancas para homenagear as centenas de árvores cortadas pelo projeto Freeway”.
foto: CicloBr in www.limão.com.br 24/06/2009
São ações isoladas que não levarão a uma efetiva paralisação das obras pelo simples fato que a população se cala, porque consente.
E com apoio popular São Paulo segue cada diz mais feia, cinza e triste.
Os paulistanos saúdam Vossa Majestade, o Automóvel, e acreditam firmemente que marcham para o progresso.
Rumino com minhas ferraduras, marchamos para o caos!
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Belíndias: 1 - Paraíso do Ó
Nos anos 80, alguém cunhou o termo Belíndia para descrever o Brasil.
Queria dizer que o Brasil tinha um lado tão desenvolvido quanto a Bélgica, e um outro tão pobre quanto à Índia.
O termo foi malhado por todos os lados, dizia-se que não se podia dividir o Brasil em dois, sequer conceitualmente, que era uma tentativa pobre de resumir a múltipla realidade brasileira, etc etc etc.
Polêmicas à parte, que é um exercício divertido é.
Quem já pastou por São Paulo tanto quanto eu sabe que esta cidade tem realidades tão conflitantes quanto a Bélgica X Índia.
Jardins e Capão Redondo por exemplo. Brasilândia e Consolação, Parada de Taipas e Perdizes, etc e tal.
Hoje vou inaugurar a série "Belíndias" dedicada a estas díspares realidades paulistanas.
A própria prefeitura do município trata os bairros de maneiras diferentes.
Se não, como explicar que a Ponte da Freguesia do Ó, na Zona Norte da cidade, encontre-se suja e com árvores tortas, enquanto a Rua Teixeira da Silva, no Paraíso, se pareça com a Suíça?
Queria dizer que o Brasil tinha um lado tão desenvolvido quanto a Bélgica, e um outro tão pobre quanto à Índia.
O termo foi malhado por todos os lados, dizia-se que não se podia dividir o Brasil em dois, sequer conceitualmente, que era uma tentativa pobre de resumir a múltipla realidade brasileira, etc etc etc.
Polêmicas à parte, que é um exercício divertido é.
Quem já pastou por São Paulo tanto quanto eu sabe que esta cidade tem realidades tão conflitantes quanto a Bélgica X Índia.
Jardins e Capão Redondo por exemplo. Brasilândia e Consolação, Parada de Taipas e Perdizes, etc e tal.
Hoje vou inaugurar a série "Belíndias" dedicada a estas díspares realidades paulistanas.
A própria prefeitura do município trata os bairros de maneiras diferentes.
Se não, como explicar que a Ponte da Freguesia do Ó, na Zona Norte da cidade, encontre-se suja e com árvores tortas, enquanto a Rua Teixeira da Silva, no Paraíso, se pareça com a Suíça?
Com vocês, o fictício Bairro do Paraíso do Ó:
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Expresso 2010
E o rio?E o rio, quem viu?
No meio do verde, tem o cinza.
No meio da grama, o buraco.
No meio da terra, a pedra.
Já partiu o expresso 2010,
que parte do Planalto de Piratininga
direto pro Planalto Central.
Arvorezinha, arvorezinha,que parte do Planalto de Piratininga
direto pro Planalto Central.
pule para dentro da cerquinha
ou ficará no caminho do motoSERRA.
E o rio?

Quem liga pro rio?
Sua majestade, o automóvel?
De costas pro rio, os neobandeirantes paulistas.
De costas pro rio, o neobandeirante-Rei: Lord motoSERRA!
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Despejo
Debaixo do viaduto nosso de cada dia mora um indigente, um mendigo, um morador de rua.
Qualquer que seja a politicamente correta maneira de se dizer, debaixo do viaduto, mora gente.
Tudo que essa gente tem cabe com folga em dois caminhões de despejo: um sofá recolhido das esquinas da cidade, cacarecos e mais cacarecos.
A ação de despejo foi movida também contra o velho cão que alguém abandonou (assim como abandonou o velho sofá) e essa gente recolheu também.
O cão também cabe nas caçambas dos caminhões.
E agora, qual será o destino dessa gente e seu cão?
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Intolerância na Parada Gay
Mais uma vez o paulistano mostra a face da intolerância.
Pelo menos 3 pessoas foram agredidas depois da Parada Gay em São Paulo, e, no caso mais grave, uma bomba foi lançada de um dos apartamentos do Edifíco Tinguá, no Largo do Arouche, deixando 21 feridos.
O engraçado de morar em São Paulo é que, ao mesmo tempo que moramos em uma das maiores metrópoles do mundo, convivemos com atitudes que parecem de moradores de uma cidadezinha de vaqueiros.
Pelo menos 3 pessoas foram agredidas depois da Parada Gay em São Paulo, e, no caso mais grave, uma bomba foi lançada de um dos apartamentos do Edifíco Tinguá, no Largo do Arouche, deixando 21 feridos.
O engraçado de morar em São Paulo é que, ao mesmo tempo que moramos em uma das maiores metrópoles do mundo, convivemos com atitudes que parecem de moradores de uma cidadezinha de vaqueiros.É como se morássemos num misto de Nova York com Buffalo Gap, Texas.
Por mais que a cidade cresça, se modernize, abrigue mais e mais eventos de vanguarda e diversidade de pensamento, a cabecinha do paulistano médio continua no século dezenove, saudosa da garoa que não volta mais.
Por mais que a cidade cresça, se modernize, abrigue mais e mais eventos de vanguarda e diversidade de pensamento, a cabecinha do paulistano médio continua no século dezenove, saudosa da garoa que não volta mais.
Ah, mas dessa vez, tenho certeza, a PM vai agir exemplarmente, afinal, a Parada Gay é o maior evento da cidade, atraindo 400.000 turistas e movimentando quase 200 milhões de reais por ano!
E então, PM, já temos os suspeitos, retratos falados etc? É a economia e a reputação da cidade que estão em jogo. Ou vamos deixar a discreta xenofobia paulistana espantar o turismo?
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terça-feira, 26 de maio de 2009
Sãocinza Paulo
Agência Estado:
06/05/2009
Ampliação da Marginal Tietê começa em junho,
diz Serra
As obras para ampliação da Marginal do Tietê, na capital paulista, começam em junho, informou hoje o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). A via ganhará uma pista em toda a extensão de 15 quilômetros. Atualmente, a marginal tem de seis a sete faixas, de acordo com o trecho. Ao discursar próximo à marginal, de onde já se via o trânsito lento, Serra fez uma promessa para o ano que vem: "Pode anotar e filmar. Não vai ter mais engarrafamento aqui." A ampliação custará ao Tesouro estadual R$ 800 milhões e receberá recursos também da concessionária AutoBan, que administra as rodovias Anhanguera e Bandeirantes.
Então, tá... E os paulistanos orgulhosos da pujança da cidade, acham que estas pistas extras vão ser construídas onde?
Pois é, exatamente em cima dos canteiros centrais da Marginal... Ou seja, sai o verde, entra o cinza...
Em 14/10/2008, aqui neste mesmo blog, no post "Vede, São Paulo, verde!", já disse tudo o que tinha a dizer a respeito deste projeto absurdo que, infelizmente, é a cara desta triste cidade...
Mas não canso de repetir porque, em pânico, conforme a data de início das obras se aproxima, minoria nesta terra de surdos, só me resta gritar:
"Vede, São Paulo, verde!", Será que é isso mesmo que queremos de nossa cidade?
A imagem acima, do site http://s.lourencinho.sites.uol.com.br/2009wwd5/marginal.htm
dá uma boa idéia do que o futuro nos reserva!
06/05/2009
Ampliação da Marginal Tietê começa em junho,
diz Serra
As obras para ampliação da Marginal do Tietê, na capital paulista, começam em junho, informou hoje o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). A via ganhará uma pista em toda a extensão de 15 quilômetros. Atualmente, a marginal tem de seis a sete faixas, de acordo com o trecho. Ao discursar próximo à marginal, de onde já se via o trânsito lento, Serra fez uma promessa para o ano que vem: "Pode anotar e filmar. Não vai ter mais engarrafamento aqui." A ampliação custará ao Tesouro estadual R$ 800 milhões e receberá recursos também da concessionária AutoBan, que administra as rodovias Anhanguera e Bandeirantes.
Então, tá... E os paulistanos orgulhosos da pujança da cidade, acham que estas pistas extras vão ser construídas onde?
Pois é, exatamente em cima dos canteiros centrais da Marginal... Ou seja, sai o verde, entra o cinza...
Em 14/10/2008, aqui neste mesmo blog, no post "Vede, São Paulo, verde!", já disse tudo o que tinha a dizer a respeito deste projeto absurdo que, infelizmente, é a cara desta triste cidade...Mas não canso de repetir porque, em pânico, conforme a data de início das obras se aproxima, minoria nesta terra de surdos, só me resta gritar:
"Vede, São Paulo, verde!", Será que é isso mesmo que queremos de nossa cidade?
A imagem acima, do site http://s.lourencinho.sites.uol.com.br/2009wwd5/marginal.htm
dá uma boa idéia do que o futuro nos reserva!
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terça-feira, 24 de março de 2009
Mal calçadas linhas
O mosaico português é uma das formas mais bonitas que há de se calçar nossos mal traçados passos, mas requer mão de obra especializada em sua conservação, o que significa um certo gasto extra que os prefeitos de nossa amada cidade têm preferido desviar para outras áreas... Quais? Bem, eu não tenho provas, mas... Conclua você mesmo, caríssimo leitor.Mal conservadas, as calçadas portuguesas arrancam trupicões e nomes feios dos paulistanos há tantos anos que estes nem reclamaram quando estas belas pedras foram substituídas na Avenida Paulista por coisa mais barata e menos trabalhosa.
Mas deviam chiar alto, pois a beleza de uma cidade atrai turismo e respeito próprio.
A famosa calçada de Copacabana é feita em mosaico português e nunca ouvi falar de nenhum prefeito (por mais insanos que sejam os prefeitos eleitos pelos cariocas) que tenha cogitado substituí-la por algo mais barato.

O pior é quando o barato sai caro.
Novinhas em folha, feitas há menos de um ano com material bem mais baratin que mosaico português, as calçadas da Rua Clélia, na Lapa, já se encontram em péssimas condições em vários trechos. Como neste da foto ao lado.
... Bem pertinho dali, coisa de um quilômetro mais ou menos, uma casa de favores (se é que você me entende) exibe orgulhosa este impecável calçamento português todo branco.

Parece que a casa de favores anda cuidando melhor de suas finanças que a nossa prefeitura...
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quarta-feira, 18 de março de 2009
...boiando em São Paulo!!!

Imagens: Agência Estado
Vejam esta notícia:
Kassab gastou mais em publicidade que em obra antienchente
da Folha de S.Paulo
da Folha Online
da Folha de S.Paulo
da Folha Online
A prefeitura gastou mais neste ano com publicidade do que com prevenção a enchentes. Só para propaganda da gestão Kassab estão previstos R$ 32,2 milhões para o ano. Já foram gastos e pagos, entre janeiro e 15 de março, R$ 19,3 milhões, 59,96% do total. Os dados da execução orçamentária estão disponíveis no site da Secretaria de Planejamento, mostra reportagem de Evandro Spinelli publicada na edição da Folha desta quarta-feira...
RESULTADO:
# 60 pontos de alagamentos
# 60 pedidos de resgate de pessoas isoladas em áreas alagadas
# 14 árvores caídas
# 201 Km de congestionamento (19:00H)
# TODAS as pistas da Anchieta (nos dois sentidos) interditadas
# Linha 10 da CPTM parada
# Pirituba, Casa Verde, Pinheiros, Vila Clementino, Jardim Aeroporto, Planalto Paulista, Pompéia, Perdizes, Lapa e Centro sem luz
Se as águas de março fecham o verão, eu não sei, mas que fecham São Paulo - ah! - isso fecham!
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
cata dores de são paulo
Não gosto de fazer piada com nazismo ou neonazismo, por considerar este um dos assuntos mais sérios e vergonhosos da História.
No entanto, diante do imbróglio do caso Paula Oliveira, (mantenho meu post anterior, de qualquer maneira, como um protesto geral contra a praga da xenofobia) não me resta outra coisa que uma piadinha básica, uma cutucadinha – pra não perder o costume – em Seu K Sabe.
Antigamente bastava deixar papelão ou vidro ou alumínio na porta de meu comércio que, em coisa de 10 minutos, os catadores levavam.Outro dia, no entanto, várias caixas de papelão se acumulavam sem que um só catador passasse pela rua. Foi quando ouvi uma vizinha dizer, “É que o K Sabe proibiu os catadores de andarem com os carrinhos”.
No entanto, diante do imbróglio do caso Paula Oliveira, (mantenho meu post anterior, de qualquer maneira, como um protesto geral contra a praga da xenofobia) não me resta outra coisa que uma piadinha básica, uma cutucadinha – pra não perder o costume – em Seu K Sabe.
Antigamente bastava deixar papelão ou vidro ou alumínio na porta de meu comércio que, em coisa de 10 minutos, os catadores levavam.Outro dia, no entanto, várias caixas de papelão se acumulavam sem que um só catador passasse pela rua. Foi quando ouvi uma vizinha dizer, “É que o K Sabe proibiu os catadores de andarem com os carrinhos”.
Como ainda não havia ouvido nada a respeito, fui pesquisar. Não encontrei nada concreto sobre a tal proibição, porém encontrei duas páginas na Net bastante interessantes.
1) Em
http://saopauloempauta.wordpress.com, “Entidades denunciam política higienista de Serra/Kassab”, discorre-se sobre a violência com que os moradores de rua são tratados pelas entidades oficiais em São Paulo e cita, literalmente, a tal “proibição do trabalho dos catadores de material reciclável”.1) Em
2) Em www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ult95u484756.shtml, “Kassab assume uma promessa para cada 36h da 2ª gestão”, diz-se que se o prefeito pretender cumprir todas as promessas de seu plano de governo, 953 promessas em 4 anos, terá que inaugurar uma obra ou entregar um projeto a cada 36 horas... Bueno... as horas estão correndo, tem alguém contando?
Pois é, e não é que uma dessas promessas vem a ser justamente um tal de “cadastro oficial dos catadores de lixo”.
É sempre a mesma história, o poder público não faz a sua parte (no caso, a coleta coletiva de lixo em todos os bairros da cidade) e ainda dificulta o trabalho de quem se insere neste “vazio” de Estado (no caso, os catadores de lixo).
E além disto, temos a questão humanitária, os catadores são muitas vezes moradores de rua ou favelados vivendo sem o direito básico à habitação decente e o lixo é sua única fonte de renda.
Mas nada, nada disso importa diante da fúria proibitiva de K Sabe.
Ele já proibiu as placas, proibiu os feirantes de declamarem seus bordões, agora vai proibir também os catadores?
Ah, sim, o que tudo isso tem a ver com nazismo?
Tem a ver que um dos atributos de um Estado nazista é o poder extremamente centralizado, proibitivo, controlador e coercivo.
Ah, mas não teve graça nenhuma, não é?
Fazer o quê? Taí um assunto que não costuma ter graça nenhuma mesmo.
P.S.: Assisti esta semana ao filme “Ensaio sobre a cegueira”. Saramago é um dos meus autores preferidos, por isso estava “louco” pra não gostar do filme... Adorei!
As cenas em São Paulo são geniais!
Sabe como o K Sabe resolveria o problema central do livro/filme? Proibindo todo mundo de ficar cego! Quem ficar cego paga multa! Simples, né? Esse K Sabe sabe das coisas!
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domingo, 25 de janeiro de 2009
O que será que será?
No aniversário de São Paulo vou dar uma folga e nem vou falar mal dos típicos paulistanos que chegaram atrasados ao show e ainda queriam sentar em seus lugares marcados, ignorando se com isso incomodavam todos os outros espectadores que não tinham nada com isso.
No aniversário de São Paulo vou dar uma folga e nem vou reclamar da falta de educação da platéia que conversava sem parar sobre o vestido da cantora, sobre uma nora ingrata, sobre a crise mundial ou sobre qualquer coisa que lhes desse na telha.
No aniversário de São Paulo vou dar uma folga e nem vou reclamar da falta de educação da platéia que conversava sem parar sobre o vestido da cantora, sobre uma nora ingrata, sobre a crise mundial ou sobre qualquer coisa que lhes desse na telha.
Não, no aniversário de São Paulo vou apenas dar os parabéns a esta cidade que ontem à noite me fez recuperar a capacidade de me arrepiar de emoção ao ouvir uma canção. (Sensibilidade perdida há muito, nestes tempos comerciais de canções cada vez mais quadradinhas).
Apenas São Paulo poderia reunir em um mesmo palco, o palco histórico do Sesc Pompéia, a Banda Karnak, Zeca Baleiro, Fortuna, a cantora Italiana Mafalda Minnozzi, a cantora portuguesa Suzana Travassos e o grupo Himawari - tambores janponeses.Quando forem jogar minhas cinzas no Rio Tietê, por favor, toquem Mafalda Minnozzi interpretando "O que será?" de Chico Buarque!
Uma das canções populares mais lindas de todos os tempos encontrou sua grande intérprete!
PARABÉNS SÃO PAULO!
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