segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Baixando o nível...




José Serra não tem vergonha de baixar o nível, faz qualquer coisa para ganhar uma eleição...

Contra a Dilma ele usou o tema do aborto, chamando para seu lado o setores mais retrógrados e conservadores da sociedade. Agora ele usa o tal Kit Gay para atacar o Haddad.


O Brasil é o país que mais assassina homossexuais no mundo. Trazer a tona este tema não é apenas de extremo mal gosto, mas também legitima esse tipo de ato bárbaro.

O mesmo ocorre no caso do aborto ilegal: Quantas mulheres não morrem todos os anos ou sofrem com sequelas de abortos feitos em clínicas ilegais?

Não se trata apenas de um debate teórico de conservadores X liberais, estamos falando de vidas humanas, e José Serra é de uma inconsequência monstruosa ao alimentar esse tipo de intolerância para se beneficiar eleitoralmente.

http://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/2634335/mais-um-recorde-brasileiro-numero-de-assassinatos-de-homossexuais-cresce-31-no-brasil

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

À Balaustrada



Parece que foi ontem que a Poesia, meditando à balaustrada da Ponte das Bandeiras, assustou-se com o buzinaço de um caminhoneiro: “Gostooosa!”, desequilibrou-se e caiu no rio.

         Nunca mais se ouviu falar na delicinha, deve ter sido devorada por Clara Crocodila, a tarada sereia paranaense de lira paulistana na mão. Ou quem sabe não saiu pelas croacas dos afluentes afogados em esgoto, entrada de emergência para ratas da sua laia, baratas, capivaras e grafiteiros do submundo? Quem sabe não escapou e anda a tonta nesta cidade sem memória esperando a sua hora de ser queimada como se fosse gente abandonada? Ou quem sabe não virou cachorra e foi adotada por alguma banda de funk carioca e manquitoleia seu pé quebrado descendo até o chão?

         Parece que foi ontem que a Poesia, desesperada de amor pela Paris do XIX, brincou uns passinhos de equilibrista na balaustrada e despencou-se ponte e madrugada abaixo, sem dar mais bandeira que um bilhetinho lacrimoso de despedida.

         Nunca mais se ouviu falar na moreninha, deve ter se arrependido no meio da queda e subido aos céus sem se molhar a virgem, ou virado, quem sabe?, a Loira do Banheiro? Ou fez-lhe um soneto um fedelho do curso de direito? Ou foi violentada pelo Bandido da Luz Vermelha? Oi foi resgatada por um canoísta do Club Espéria pra morrer de tuberculose sob a fina garoa procurando pra se confessar o pátio do colégio transformado em palácio da canalhada?

         Parece que foi ontem que a Poesia, brincando de amarelinha, foi atropelada por um fusquinha cor-de-bege-quando-setenta na sobrescrita maldita ponte. Nunca mais se ouviu falar na safadinha. Moradora das maloca à beira do rio, deve ter sido árvaro dargum desarnesto. Ou será que é história pra encobrir a tortura seguida de morte no DOI-CODI? Ou será que no banco de trás de uma Brasília amarela engravidou do Pelé, e ele não reconheceu Crônica, a filha? Quem sabe não está por aí, malucuquinha beleza, no Sesc Pompeia perdida no tempo em que ainda tinha acento, viva vivinha esperando Zé Celso lhe convidar pra posar nua nuinha num calendário de oficina?


         Quem sabe? Parece que foi ontem que a cidade-dragão ainda cuspia sangue de Poesia até nas esquinas mais óbvias, até no posto Esso da Ipiranga, no posto Shell da São João. Parece que foi ontem, e nunca mais se ouviu falar nela.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Educação...

Pastando em São Paulo, encontrei este apelo... Notem porém que, apesar do pedido ser feito com toda educação, a parede está molhada...


domingo, 4 de dezembro de 2011

Derrubaram a casa do lado da Casa das Rosas

Foto: Paulo D'Auria

Derrubaram a casa do lado da Casa das Rosas,
a casa prosa
onde funcionava a Porto Seguro.
E ninguém chora, ninguém ora
ninguém nem... Oras bolas!

Você vem me dizer que não se chora por casas
em uma cidade onde crianças dormem nas ruas,
mas, pra mim, é tudo parte de um mesmo todo,
da mesma cobra que morde o próprio rabo.

Em São Paulo é a cobra que mostra o pau.
São Paulo rata, ROTA, arrota na rua!

Derrubaram a casa do lado da Casa das Rosas,
a casa prosa...
Mas num era um porto-seguro?

Em São Paulo nenhum passado está seguro.
São Paulo adula a falta de cultura,
São Paulo adora a fartura.
São Paulo é a cobra que morde o próprio rabo.

domingo, 20 de novembro de 2011

Balada Libertária: Geni Guimarães, Sérgio Vaz e Miró


Balada Libertária:
Sérgio Vaz, Miró, Geni Guimarães e Marcelino Freire


Miró:

"Minha mãe sempre quis que eu escrevesse um poema sobre Deus.
Um dia, liguei pra ela:
- Mãe, fiz um poema sobre Deus!
- Me diz.
- "Deus é grande / e o diabo tem um metro e oitenta"

Uma vez ligaram pra ela:
- Seu filho tá famoso, saiu na Globo. Ela tá bem?
- Bem nada, ele tá liso!

O Ignácio de Loyola me disse:
- Quer viver bem em São Paulo?
- Quero.
- Então não olha na cara de ninguém!

Eu escrevo sobre o que vejo. "


Geni Guimarães:

"Eu comecei lendo jornal.

Ou eu taco um poema na cara da pessoa, ou eu taco a mão.
Escrevi um livro como resposta. Já fiz muita coisa
por vingança.

No meu tempo era primário, hoje é ensino fundamental.
Inventam palavras novas e bonitas pra não dizer que o ensino hoje
é muito pior que na nossa época.

Segundo os médicos e psicólogos, foi a minha literatura que matou
o meu marido.

Demorei para voltar a escrever porque tinha medo de estar
matando ele novamente."


Sérgio Vaz:

"Sou poeta por covardia. Sou da Zona Sul na época em que chegaram a
morrer 52 pessoas assassinadas em um fim de semana. Como não tenho
coragem de matar alguém, escrevo poesia.

A dívida que esse país tem com a gente e não paga, eu cobro.

A eternidade sempre me pareceu coisa de gente que
tem preguiça de viver.

- O que que vai ter aqui?
- Teatro.
- O teato vem aqui?
- Vem.
- Então espera aí que eu vou buscar minha mulher e volto.
Ele voltou com a mulher e sentou no cantinho.
Durante a peça, a mulher ria aquele riso represado por anos, enquanto ele ficava
meio que rindo como quem tomou um rabo-de-galo.
Em momento assim, sinto que vale a pena. Aquele casal talvez
nunca tivesse a chance de ir a um teatro se não fosse a gente."

A Balada Libertária e A Exumação da Vanguarda Paulista

Sarau do Esquisito na Praça Benedito Calixto


Sim, eu sei, sou o primeiro a dizer, já perdi amigos por insistir:
São Paulo é um saco!
Não troco esta cidade por nada! — Você responde.
— Tô trocando até por figurinha repetida...
— São tantas opções culturais! — Você insiste.
— Nas quais a gente não vai...
— Porque não quer!
— Porque não quero pagar flanelinha, pegar trânsito, ter a carteira batida, comprar ingresso falso de cambista, pagar mais do que a comida vale, ouvir conversa de gente metida na fila...
— Você é que é um saco! — Você desiste.
— Sou, confesso, um saco, chato e velho... E show da Britney Spears não é opção cultural…
Mas me rendo à única cidade do mundo onde a Balada Lietrária poderia acontecer. A Balada Liertária sim é opção cultural: A programação é tão intensa que não consigo acompanhar tudo, a ranzinzice de meu corpo não permite, mas é impossível se arrepender de qualquer programa escolhido.
Depois de enterrar a Amy, (vide crônica anterior) ontem tive o prazer de comparecer à cerimônia de exumação da Vanguarda Paulistana.
13:00, indo para o excelente Sarau do Esquisito, de Pernambuco, na Praça Benedito Calixto, descubro que o Lira Paulistana virou x-salada... A cidade não para.
22:00, sob às benção da Rainha Elizabete em um taiuller rosa que mataria a falecida Roseane Collor de inveja, André Sant’Anna, Helô Ribeiro e Vanessa Bugmany, sobem ao palco da Casa das Rosas para uma viagem litero-musical digna dos melhores momentos de Arrigo Barnabé.
Marcelo Mirisola, a Família Real Britânica, Brian Jones, os Três Porquinhos e o Lobo Mau no lugar do Coroa no Maverick de Acapulco Drive-in, do Moleque Bêbado de Diversões Eletrônicas, do Office Boy Durango.
Claro, a viagem de Arrigo era muito mais musical, a viagem de André é muito mais literária, mas o que importa é o resultado: pedras rolando com inteligência.
Hoje também chorei — de rir — quando André leu a carta de um menininho explicando porque Deus o ama e à sua irmãzinha que comem carne, e porque não ama a vaca que lhes dá sustento.

Pernambucanos, cariocas, mineiros, paulistas, tudo junto e misturado no liquidificador da lanchonete que funciona o nº 1091 da Teodoro Sampaio. É a Balada Libertária.

André Sant'Anna, Helô Ribeiro, Vanessa Bugmany, a banda "Sons e Furyas" na Casa das Rosas

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Enterrei Amy Winehouse na Doutor Virgílio de Carvalho Pinto


Obra de Vera Fraga Leslie


Centro Cultural O B_Arco, quinta-feira, 17/11/2011, fui no lançamento do livro “Santos de Vento”, de minha amiga Celina Castro dentro da programação oficial da Balada Cultural.

Na mesma hora e no mesmo lugar: Miró, Marcelino Freyre, Arrigo Barnabé, Laerte e Cida Moreira. E, de brinde, uma exposição bacanésima da artista plástica Vera Fraga Leslie. Era de se esperar que algo mágico estivesse para acontecer. Momentos raros em que deixo de amaldiçoar essa bendita cidade que me pariu para reverenciar a maldita.

Tudo lindo mas dentro dos conformes até que a Cida Moreira senta-se ao piano. Reouvir os versos do sempre bom e jovem Gonzaguinha, “Com tempo ruim todo mundo também dá bom-dia” na voz e técnica perfeita de Cida, já valeria a noite. Mas ela guardava o melhor pro final.

Quando rasgou no ar “He left no time to regret” (ele não me deu tempo para me lamentar), comecei a chorar. Depois de quatro meses de sua morte, pela primeira vez chorei por Amy.

Eu era ainda um adolescente quando chorei pela morte de alguns de meus artistas preferidos: Lennon, Elis, Gonzaguinha. “I died a hundred times” (eu morri uma centena de vezes). Muitos outros tão geniais quanto estes ou Amy partiram ao longo dos anos, mas nunca mais chorei por eles. “We only said goodbye with word”s (apenas dissemos adeus com palavras)

Mas na quinta-feira, 17/11/2011, 21H45M, na Doutor Virgílio de Carvalho Pinto, debaixo da escadaria da Teodoro Sampaio, enterrei Amy Winehouse e chorei.

Cida Moreira repetia e repetia “I go back to black, black, black...” E eu chorava por Amy.

And life is like a pipe and I'm a tiny penny rolling up the walls inside
a vida é um cano e eu sou uma moeda rolando dentro das paredes
a vida é um sopro e eu sou o canto que vem de algum lugar detrás das paredes
eu sou o vento preso nos cantos das paredes
a vida é um jogo e eu a moeda rolando em cima da mesa
a vida é vento, eu a fumaça do cachimbo rolando e rolando e rolando...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Prefeito bomba


Eu já tô de saco cheio do Kassab! Afinal, ontem o shopping ia explodir, hoje não vai mais?
De todas as bizarrices políticas que o paulistano já produziu (Jânio, Maluf, Pitta etc) esse Kassab é o mais exibido. Não perde uma chance de aparecer na mídia.
Já teve a Lei Cidade Facista, digo Limpa, que o paulistano a-do-rou! Queria ver o Kassab mandando tirar os luminosos da Times Square ou de Tóquio. Só o paulistano mesmo pra aprovar uma lei estúpida como esta.
Já teve a Lei Cidade Despoluída. Ah, não! Claro que não, a cidade continua com o mesmo ar irrespirável de sempre, mas o motorista tá pagando 50 reais pro tal do Controlar fazer não sei o quê.
Teve a Lei é Proibido Fumar. Dessa não gosto nem de falar, pois é unanimidade. Todo paulistano, do mais malufista ao mais moderninho, dão uivinhos de alegria e aprovação. Já dizia Nelsão Rodigues, “Toda unanimidade é burra”. Pra mim não passa da Lei Cidade Facista II.
Proibir, meus amigos, é fácil. Qualquer um proíbe qualquer um de fazer qualquer coisa. E depois manda a fiscalização arrecadar as multas. O duro é botar político pra trabalhar. Fazer alguma coisa de realmente útil para esta cidade.
Se fizessem uma lei que obrigasse o político a gastar metade do tempo que gasta pensando em como fazer para aparecer, trabalhando. Aí sim esse país saia do buraco!
Por que o Kassab não proíbe os ladrões de roubar, os assassinos de matar e os sequestradores de sequestrar?
Até proibir os feirantes de gritar “Moça bonita não paga, mas também não leva!” essa político-oportunista-tipicamente-paulistano já proibiu.
Agora inventou essa história do shopping pra aparecer.
Ia explodir, não vai mais. Fecha-abre-fecha.
E agora? Se explodir de verdade, o cara foi omisso ao permitir a reabertura. Se não explodir fica provado que era só show de marketing.
Show de marketing pago com o prejuízo dos lojistas. A Americanas, a C&A, o Cinemark que se danem! Mas e o dono do quiosque de pastel, e a tia do quiosque de café, o joão do quiosque de jornais? Quem paga o prejuízo deles com a queda de movimento que vão amargar depois de toda essa exposição negativa?
Quem sabia das coisas era o Pelé, que dizia que o brasileiro não sabia votar...
Pena que não fazem mais aquelas cédulas de papel, onde a gente escrevia o que queria...
Mané por mané, nas próximas eleições eu votava no Pelé!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Coisa de Paulista...
















Noticia publicada hoje pela Folha.Com... No coments...
Câmara de SP aprova criação do Dia do Orgulho Heterossexual
JOSÉ BENEDITO DA SILVA - DE SÃO PAULO

A Câmara de São Paulo aprovou nesta terça-feira projeto de lei do vereador Carlos Apolinario (DEM) que cria o Dia do Orgulho Heterossexual, a ser comemorado no terceiro domingo de dezembro.
Segundo Apolinario, que é ligado a igrejas evangélicas, a data tem o objetivo de "conscientizar e estimular a população a resguardar a moral e os bons costumes".
Apolinario apresentou o projeto em 2005, mas, desde então, só havia conseguido aprová-lo em primeira votação, em 2007. Ele voltou a tentar a aprovação antes da Parada Gay deste ano, em junho, mas não conseguiu.
Para que a data entre no calendário oficial do município é preciso que ela seja sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD).
Não houve votação nominal --dos 39 vereadores presentes, 18 se manifestaram contra o projeto: os 11 do PT, os dois do PCdoB, Claudio Fonseca (PDT), Claudio Prado (PPS), Gilberto Natalini (sem partido), Juscelino Gadelha (sem partido), Eliseu Gabriel (PSB) e o líder de Kassab, Roberto Tripoli (PV).

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Levantando e abaixando cancelas

São Paulo, 25/05/2011, 18h:45m.
Vindo pela Marginal Tietê sentido oeste-leste, pouco antes da Ponte do Piqueri deparo-me com um grande painel luminoso com as letras CET acesas, bem ao estilo George Orwell.
Ainda estou tentando atinar com o sentido dessa propaganda estatal despropositada quando, desavisadamente, tento entrar na Ponte do Piqueri... Bobinho que sou, havia me esquecido que essa mesma CET, também conhecida como Companhia de Emburrecimento do Tráfego, fecha a alça da acesso dessa ponte todos os dias das 17:00h às 20:00h.
Resultado: um trânsito infernal nas ruas adjacentes por onde os motoristas são obrigados a desviar.
Pensando que talvez faça melhor negócio, sigo até a Ponte da Freguesia, mas, como era de se esperar, não sou o único a pensar assim. A Marginal para a pelo menos 500 metros da ponte, e, na alça de acesso então, a confusão e o pega-pra-capar é total.
O único agente do CET no local não tira os olhos de seu caderninho, preocupado em não deixar escapar uma multa de rodízio que seja...
Não tem jeito, se você é morador de Pirituba ou da Freguesia do Ó como eu, e chega em casa no horário do rush, parece que vai continuar à mercê das boas ideias da CET por muito tempo... A Marginal acabou de ser ampliada, às pressas é claro, pra tentar eleger o Serra presidente, mas ninguém pensou que esses dois bairros cresceram enormemente nos últimos 30 anos e que essas duas pontes apenas não comportam mais o afluxo de carros?
Por que novas pontes só são feitas em bairros de maior visibilidade, por acaso o trânsito da cidade é um problema político-eleitoreiro?
Por que essa malfadada "zona noroeste" que sequer existe no mapa da cidade amarga três décadas de crescimento sem investimento público que lhe sustente?
Basta um prefeito minimamente inteligente abrir um mapa e perceber que se temos Av. Raimundo Pereira de Magalhães dos dois lados do rio, talvez fosse o caso de ter uma ponte que ligasse essas duas pontas soltas.
Se temos Av. Santa Marina dos dois lados do rio, idem.
Subir e descer cancelas nas duas pontes existentes desde os anos 60, quando nenhum dos dois bairros servidos por ela tinha um prédio de apartamentos, não vai resolver nossos problemas!

PS.: Saindo de férias, vou pastar noutras bandas, só volto a pastar por aqui em meados de julho.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Nazista or not nazista?

Procuro evitar a palavra "nazista" ao tratar do sem-fim de proibições que a administração Bilgerto Kassado vem impondo à cidade.

Isso porque a palavra tem um peso histórico e ideologico muito grande e mexe com sentimentos ainda à flor-da-pele para grande parte da população que imigrou para a cidade no pós-guerra.

Então, vou chamando esse senhor e seu mentor/inventor e má-drinho Seu Zé Erra, de conservadores, ditadores etc e tais.

Desta vez, no entanto, diante de mais uma destas absurdas proibições que fazem São Paulo andar na contramão de todas as grandes cidades do mundo, alguém usou a palavra "nazista", e não fui, mas sim o jurista Luíz Flávio Gomes.

Deu no UOL:

Prefeitura expulsa artistas de rua da av. Paulista; para jurista, proibição é "ato nazista"
por Diego Salmen do UOL Notícias

"Avenida mais famosa da cidade de São Paulo, a Paulista é conhecida por ser o centro financeiro da capital, e também por ser um tradicional reduto de artistas de rua. Esse cenário, porém, vem mudando. Enquanto os prédios de empresas e bancos permanecem na paisagem, a classe artística vem minguando no local com a chegada da Operação Delegada, iniciada em dezembro do ano passado pela Polícia Militar, após a assinatura de um convênio com a prefeitura paulistana e o governo do Estado.

Estátuas vivas, palhaços, saxofonistas, guitarristas e malabaristas: todos eles agora estão sujeitos à ação policial, cujo objetivo principal é coibir e enquadrar o comércio ambulante ilegal nas principais vias do município. Para o jurista Luiz Flávio Gomes, a ação é um "ato nazista". "A atividade deles é lícita. Expressão artística você pode fazer quando quiser. Eles serem proibidos é uma ilegalidade, um abuso patente", diz. "Se houver prisão então é crime: abuso de autoridade", afirma.
O UOL Notícias caminhou pela avenida durante uma hora na última sexta-feira (19), e não encontrou nenhum dos artistas de rua no trecho mais movimentado da via, entre as estações Consolação e Brigadeiro do metrô.

A prefeitura alega que, ao cobrarem por suas performances, os artistas exercem atividade comercial e, portanto, precisam de autorização específica para trabalhar. "Não tem autorização, não fica", disse um policial ouvido pela reportagem.
Gomes afirma que a atividade não é comercial. "É uma atividade que gera remuneração livre das pessoas que decidem se vão doar ou não", argumenta. "É uma mera doação, e doação para serviço não é atividade comercial."
Para reforçar a Operação Delegada, a polícia conta com a ajuda de policiais de folga. Se o PM interessado for praça, recebe R$ 12,33 por hora trabalhada na operação; se for oficial, a remuneração extra é de R$ 16,45 por hora. Antes, apenas guardas civis metropolitanos podiam realizar esse tipo de fiscalização.
Proibição do skate
Em 1988, o então prefeito Jânio Quadros proibiu, por decreto, a prática do skate no Parque do Ibirapuera. Depois de alguns meses, a medida foi revogada e hoje o esporte é um dos mais praticados no país. Neste ano, uma proposta do vereador Adolfo Quintas (PSDB) para proibir skates em calçadas também chegou a ser debatida na Câmara Municipal
População critica
Cidadãos ouvidos pelo UOL Notícias criticaram a medida. "Deixa os caras trabalharem, eles animam a cidade", disse o segurança Rogério Alexandre.
"A arte sempre tem que ter lugar, misturada com a cidade", afirmou o publicitário Lucas Lamenha. "É um jeito do povo ganhar a vida", concordou Stephanie de Souza, analista de atendimento.
"Isso só prejudica os caras, eles querem trabalhar", afirmou o gari Edson da Silva. "Não tem do que reclamar dos artistas. Eles não atrapalham ninguém e, na verdade, estão trabalhando", disse o Jerônimo dos Reis, jornaleiro de uma banca em frente ao Parque Trianon. "Não tem nada a ver. Isso aqui é a av. Paulista, tem que deixar eles trabalharem", finalizou a comerciante Julia Delácio.
Proibições na capital
Durante a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM), diversas restrições e proibições começaram a vigorar nas ruas da capital paulista. Entre elas a proposta de retirada de bancas de jornal no centro e os gritos em feiras livres. No trânsito, foi proibida a circulação de caminhões na marginal Tietê e o tráfego de motos na avenida 23 de Maio."

É uma pena que tenhamos um prefeito com uma visão tão pequena sobre o que é administrar uma metropóle. Esses artistas de rua são o espírito de cidades cosmopolitas ao redor do mundo.
Barcelona reserva uma grande avenida só para eles, são as famosas "Las Ramblas" que atraem turistas de todo o mundo.
Em Paris, temos os músicos nos metrôs e estátuas vivas em todos os pontos turísticos.
E não é diferente em Nova York, Londres, etc.

Enquanto isso em São Bento da Barreirinha...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Aí, sim!

Eu já sabia que o Serra ia dizer que "isso não tem nada a ver" e deixar o caso esfriar sem investigar nada; não porque sou adivinhão, mas porque essa é a prática comum nos governos do PSDB... E, claro. distorcer a notícia e dar um jeito de dizer que "isso é coisa do PT"...
Pois a Folha.com acaba de publicar:

"Serra diz que governo de SP não precisa ser investigado por licitação do metrô
FÁBIO GUIBU
DE RECIFE
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta quarta-feira (27), em Recife (PE), que a gestão estadual não precisa ser investigada no caso da licitação para a escolha das empresas que construirão lotes remanescentes da linha 5 do metrô de São Paulo.
"Não [precisa investigar a gestão], porque não teve nada", disse ele, acusando em seguida o governo federal de cometer irregularidades nas licitações de sua responsabilidade..."

Para ler a notícia completa, siga o link:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/821147-serra-diz-que-governo-de-sp-nao-precisa-ser-investigado-por-licitacao-do-metro.shtml

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Candidato a santo precisa se explicar

O candidato a santo José Serra vai ter que se explicar. Vejam mais uma irregularidade de sua gestão noticiada hoje pela Folha:

Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes
RICARDO FELTRIN
DE SÃO PAULO

A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.
O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.
A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB)...

Leiam a reportagem completa aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/820054-resultado-de-licitacao-do-metro-de-sao-paulo-ja-era-conhecido-seis-meses-antes.shtml

É claro que mais uma vez o Supra-supremo candidato a Buda, santo e príncipe das Ilhas Canárias vai dizer que esta é uma reportagem eleitoreira, que é um absurdo e que ele não tem nada a ver com isso... Enfim: ACREDITE (nele) SE QUISER...

domingo, 26 de setembro de 2010

Quércia, Alckimin, o PCC e o Metrô

Não é de hoje que o Metrô de São Paulo anda para trás.
Já nos tempos de Orestes Quércia gastou-se uma fortuna para construir a Linha Paulista (até hoje essa linha é a mais cara já construída no mundo!), que foi inaugurada eleitoreiramente às pressas e cheia de problemas técnicos que demoraram anos para serem solucionados.

Mais recentemente, durante o governo Alckmin, tivemos a tragédia da Linha 4, a cratera que se abriu e levou consigo 6 vidas. A causa mais provável: escolheu-se usar explosivos em um terreno instável ao invés de se usar o Tatuzão, porque este encareceria a obra...

Agora, a pane inexplicável de quinta-feira.

Por que esse grupo de amigos (pela ordem: Montoro, Quércia, Fleury, Covas, Alckmin e Serra) que divide o poder em São Paulo desde 1900 e lá vai bolinhas, não admite sua total incopentência na gestão do estado ao invés de vir com ridículas insinuações de sabotagem eleitoral?

Na época dos ataques do PCC, o Alckimim, também veio falar em motivação eleitoral. Falou (e não provou) sobre uma suposta ligação do PT com a facção criminosa.

Na minha cabeça limitada de burrico pastador, alguém que governava o estado quando ocorreram dois dos fatos mais graves da história de São Paulo (os ataques do PCC e a tragédia da linha 4) deveria ser lembrado como o governador mais mediano e medíocre que São Paulo já teve.

Ao invés disso lidera as pesquisas com uma vantagem espetacular!

É por isso que este blog se chama Pastando em São Paulo, porque sou burro demais e não entendo o que se passa na cabeça do povo desta cidade e deste estado

domingo, 12 de setembro de 2010

Tá doente? Azar o seu!!!

Vamos falar a verdade, os hospitais publicos nunca foram nenhuma maravilha no Brasil. Nem no tempo do ministro da saúde José Serra nem em tempos de Lula. Há muito tempo que quem fica doente e não tem plano de saúde é maltratado nos corredores dos hospitais públicos.

Agora, vejam o que vem acontecendo em São Paulo por mera desavença política:
(BOL Notícias)

"São Paulo boicota vitrines federais na saúde
RICARDO WESTIN
DE SÃO PAULO

O governo de São Paulo ignora o Samu (ambulâncias de resgate) e as UPAs (prontos-socorros 24 horas), as principais "vitrines" do governo Lula na saúde.

Ao contrário do que ocorre na maior parte do país, as cidades paulistas não recebem dinheiro estadual para colocar e manter os dois programas em funcionamento. São financiados só com verbas federais e municipais.

(...) O sanitarista Nelson Rodrigues dos Santos, diretor do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, critica a influência dos partidos na saúde.

"Há uma possibilidade muito grande [de ser decisão política] porque São Paulo é governado pela oposição. Isso ocorre em todo o país e nos dois lados [oposição e situação]. Mostra o atraso da nossa política.
"

Enquanto isso o burrico aqui segue pastando...

Para ler a notícia toda acesse o endereço:
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2010/09/12/sao-paulo-boicota-vitrines-federais-na-saude.jhtm

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Queimadas

Duas fotos da queimada que devastou a mata às margens da Rodovia dos Bandeirantes dentro da zona metropolitana de São Paulo, ontem, 25/08:



As queimadas que têm devastados grandes áreas rurais do Brasil são muitas vezes consequências de uma mentalidade atrasada de um tipo de agricultor que vê na queimada uma maneira mais fácil e rápida de preparar suas terras para um novo plantio.
Mas como explicar essas queimadas dentro de nossa cidade, na Reserva do Jaraguá, na Serra da Cantareira, às margens de rodovias?
Ao que me consta, árvores não têm a capacidade da autocombustão. Esses incêndios são causados por pessoas estúpidas que jogam suas bitucas de cigarro no mato, que soltam balões ou que simplesmente botam fogo no mato em nome de prazer doentio de ver as chamas arderem.
Será que essas pessoas não leem jornal, não veem TV, não sabem das condições críticas do ar de São Paulo? Não veem que estão agravando estas condições e contribuindo para agravar os problemas respiratórios de crianças e idosos?
Isso sem falar nos óbvios danos ambientais.
...Sem comentários.

sábado, 21 de agosto de 2010

Velhos problemas...

Enchentes
Manchete do caderno "Metrópole" do jornal O Estado de São Paulo deste sábado dia 21/08:
"Prefeitura usa verba antienchente para acelerar viaduto estaiado do Tatuapé"
A reportagem de Diego Zanchetta informa que a prefeitura de SP usa recursos que iriam para a canalização de córregos e a construção de piscinões para erguer o viaduto. E mais, o valor inicial do viaduto que era de 29 milhões de reais já está em 76,7 milhões!
Por enquanto, estiagem, tudo bem... Mas e quando janeiro chegar? A população vai pagar o pato mais uma vez!

Pedágios
Alckimin disse que vai rever todos os contratos com as concessionárias das rodovias de SP para verificar se os valores cobrados nos pedágios são "favoráveis ao Estado". Não, Ackimin, os valores não têm de ser favoráveis ao Estado, eles têm de ser favoráveis à população!!!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Assim lá como cá

Caro leitor, compare duas notícias publicadas no mesmo dia pelo Estado de São Paulo:


1ª) "Maior ciclovia de SP não saiu do papel, obras de pista de 15 km prometida em 2007 pela prefeitura não começaram; pelo menos outras sete vias exclusivas estão atrasadas..."

2ª) do "L'Exprees", "Paris quer se tornar paraíso dos ciclistas, três anos depois de lançar programa de aluguel de bicicletas, centenas de quilômetros de ciclovias estão sendo criados e ciclistas estão conquistando novos direitos."


E eu aqui pastando, pastando...