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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A prisão de Caroline e o governador

O que me deixa mais irritado com o paulistano é que ele escolhe governantes que refletem exatamente à sua forma retrógrada de pensar.

Deu hoje no UOL “Serra fica perplexo com pedido de ministro sobre pichadora da Bienal, diz Mônica Bergamo.”

Pois é, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, ligou para Serra pedindo que o governador interviesse a favor da pichadora Caroline Pivetta da Mota, 24, que está presa desde 26 de outubro por participar de um protesto/intervenção na Bienal.
Protesto que se resumiu a pixar as paredes de um andar vazio da Bienal.

E o governador ficou perplexo.
Perplexo por quê, cara-de-pau?
Caroline pode ficar presa até 2010, pois vai responder ao artigo 62 da Lei de Crimes Ambientais (destruição de patrimônio cultural).

Pergunto eu, desde quando parede vazia é patrimônio cultural?
Pintou, tá novo!
Destruição de patrimônio cultural cometeu a Fundação Bienal ao esvaziar de tal forma a Bienal de São Paulo deste ano, que antes era uma referência mundial.

Para o ministro da cultura e para este revoltado blogueiro que vos escreve "é um escândalo uma pessoa ficar presa esse tempo todo porque fez uma intervenção gráfica".

O que o país ou a cidade ganham deixando presa junto com criminosas de verdade (ladras, assassinas) uma pichadora?

Sinto muito aos paulistanos retrógrados e ao governador (que - reza a lenda - já foi jovem e líder do movimento estudantil), mas não estou aqui pra fazer média com vocês:

A prisão de Caroline é uma vergonha para esta cidade!!!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Polícia Civil X Polícia Militar



Em 2006, por ocasião dos ataques do PCC que aterrorizaram São Paulo, Geraldo Alckmin disse que os ataques tinham motivação eleitoral.
Ontem, em dos episódios mais vergonhosos da história dessas duas corporações, Polícia Civil e Militar se enfrentaram no Morumbi.
José Serra, que deu a ordem à PM de não deixar os manifestantes da Polícia Civil se aproximarem do Palácio dos Bandeirantes, não quis comentar o episódio, mas se apressou em dizer que havia ali motivações eleitoreiras.

Jânio Quadros costumava dizer que “forças ocultas” o obrigaram a renunciar. À boca miúda, comenta-se que essas “forças ocultas” eram a cachaça, a pinga e a água ardente.

Já está na hora do PSDB provar que seus inimigos políticos têm força tanto dentro do crime organizado como na Polícia Civil. Sob pena de, com o passar dos anos, maldosamente começarem a dizer que, quando se trata de segurança pública, os governadores tucanos parecem bêbados!!!
imagens: Agência Estado